Portugueses não vão ao dentista por falta de dinheiro, diz inquérito

A falta de dinheiro foi o principal motivo para a população portuguesa deixar de fazer exames e tratamentos dentários, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), ao divulgar os resultados de um inquérito realizado no ano passado.

© D.R.

De acordo com o Inquérito às Condições de Vida na área da Saúde, 3,8% das pessoas não conseguiu assegurar exames ou tratamentos médicos, proporção que passou para 10,2% relativamente aos cuidados dentários.

O principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos médicos pela população com 16 ou mais anos foram as listas de espera (1,5%), enquanto o principal motivo para a não realização de exames ou tratamentos dentários foi a falta de disponibilidade financeira (7,7%)”, segundo o INE.

“A proporção de agregados familiares que avaliavam os encargos financeiros com cuidados dentários como pesados em 2025 (47,2%) era mais elevada do que a observada para os encargos com medicamentos (45,7%) e, sobretudo, em relação aos cuidados médicos (39,3%)”, destacou o instituto.

A avaliação negativa do peso dos encargos financeiros com cuidados dentários e com medicamentos foi maior no caso das famílias em risco de pobreza e nos agregados familiares com idosos.

Em termos gerais, 79,5% da população com 16 ou mais anos referiu ter tido pelo menos uma consulta de medicina geral e familiar nos 12 meses anteriores à entrevista, 59,6% uma consulta de medicina dentária e 53,3% uma consulta de outra especialidade.

Nos três casos, mais mulheres do que homens referiram ter tido consultas médicas: 84,1% no caso da medicina geral e familiar, 62,4% para cuidados dentários e 59,9% para outras especialidades. As percentagens encontradas para os homens foram de 74,5%, 56,4% e 46,0%, respetivamente.

“A proporção de pessoas que referiram ter tido consultas médicas, seja de medicina geral e familiar, seja de outras especialidades, aumentava à medida que o grupo etário avançava, o mesmo não se verificando no caso dos cuidados dentários em que a proporção de utilizadores era substancialmente mais elevada nos grupos etários mais jovens”, especificou o INE, sublinhando que a monitorização da saúde oral era maior para os níveis de escolaridade mais elevados e para a população empregada, e menor para a população em risco de pobreza.

A proporção da população que referiu ter recorrido a um médico de clínica geral/medicina geral e familiar foi maior entre os menos escolarizados (83,3%) do que para os que completaram o ensino secundário (73,9%) ou superior (77,9%).

“Pelo contrário, o recurso a um médico especialista era mais expressivo na população com ensino superior (65,3%, o que compara com 50,4% para a população com ensino básico e 47,9% para a população com ensino secundário)”, assinalou o INE.

Últimas do País

A maior plataforma mundial de 'phishing', que afetou mais de 160 organizações em Portugal, foi desmantelada através de uma operação internacional coordenada pela Europol, anunciou hoje a Polícia Judiciária (PJ), que participou na operação.
O Tribunal Judicial de Évora decretou hoje a prisão preventiva do casal suspeito de abuso sexual de menores, pornografia de menores e aliciamento de menor, em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, revelou fonte policial.
O presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, disse hoje à agência Lusa que serão necessários 42 milhões de euros (ME) para reabilitar o património público danificado pelo mau tempo.
Um homem indiciado por tráfico de estupefacientes e posse ilegal de armas e munições foi detido numa operação conjunta da PSP e da Polícia Judiciária desencadeada hoje na Cova da Moura, concelho da Amadora, anunciou fonte oficial.
O Centro de Informação Antivenenos (CIAV) registou 842 casos de intoxicações intencionais entre jovens em 2025, mais 20% do que em 2024, a maioria com ansiolíticos sedativos, hipnóticos e antidepressivos.
O Tribunal da Feira condenou hoje a cinco anos e meio de prisão um homem de 35 anos por ter ateado dois incêndios florestais em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro.
A falta de dinheiro foi o principal motivo para a população portuguesa deixar de fazer exames e tratamentos dentários, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE), ao divulgar os resultados de um inquérito realizado no ano passado.
Dezenas de técnicos de saúde exigiram hoje em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, negociações dos contratos de trabalho e das carreiras, algumas das quais estão pendentes desde 2023.
Os hábitos alimentares inadequados estão associados a 7,9% das mortes em Portugal, em 2023, e a 5,3% dos anos de vida saudável perdidos, figurando entre os cinco fatores de risco que mais contribuíram para a carga de doença no país.
A Fundação Gonçalo da Silveira e a Fundação Aga Khan Portugal recebem financiamento público para formar mediadores. A Agência para a Integração, Migrações e Asilo não esclareceu como foram escolhidas as entidades.