Crédito ao consumo aumenta em fevereiro para 769 milhões

Os consumidores em Portugal contrataram em fevereiro 769,4 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 10,8%, enquanto o número de novos contratos recuou para 134.697, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

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As informações hoje divulgadas sobre a contratação de crédito aos consumidores consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de descoberto e linhas de crédito.

No segundo mês do ano foram, assim, contratados 769,4 milhões de euros em 134.697 contratos de crédito aos consumidores, uma subida de 21,2 milhões de euros face a janeiro, apesar de terem sido feitos menos 3.432 contratos neste período.

Em fevereiro, o crédito renovável foi a categoria mais relevante a nível de contratos, tendo sido responsável por 49,9% do total de créditos (67.204), mas foi apenas responsável por 14,2% do montante total, com 109,4 milhões de euros.

O montante de novos créditos teve uma taxa de variação homóloga do valor acumulado (TVHA) de 10,8. De acordo com o BdP, este indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, subiu para 13,2% no crédito pessoal (mais 0,1 pontos percentuais) e para 3,3% no crédito renovável (2,9% em janeiro) e desceu 0,2 pontos percentuais no crédito automóvel.

Na prática, isto significa que o montante de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados no final daquele mês (de março de 2025 a fevereiro de 2026) foi 10,8% superior ao valor de novos contratos celebrados nos 12 meses terminados em fevereiro de 2025.

No caso do crédito automóvel, foram celebrados 17.517 contratos, num montante de 284,7 milhões de euros, que compara com 16.901 contratos e 268,1 milhões de euros um ano antes.

No crédito pessoal, houve a contratação de mais 3.288 contratos em fevereiro deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o montante contratado subiu 39,9 milhões de euros para 353,4 milhões de euros.

Os dados hoje divulgados também se debruçaram sobre o custo do crédito, calculado através da taxa anual de encargos efetiva global, a TAEG, que inclui a taxa de juro contratualizada e outros encargos cobrados pela instituição de crédito – como comissões e impostos.

O crédito renovável apresenta o custo médio contratualizada mais elevado, com 18%, à frente do custo com crédito pessoal (12,0%) e automóvel (10,4%).

O crédito automóvel é a categoria de crédito com o montante mediano mais elevado entre as novas contratações, sendo que em fevereiro metade teve um valor contratado igual ou superior a 14.857 euros, contra 5.000 euros no crédito pessoal e mil euros no crédito renovável.

A duração média da contratação na compra de automóveis foi de 7,5 anos, sendo que o prazo mais curto foi para a compra de carros novos (6,6 anos, contra 7,7 anos em usados).

O BdP assinala ainda que a taxa de utilização do crédito renovável, que estabelece um rácio entre o montante vivo e o montante total contratado, situava-se em 26,8% em fevereiro de 2026.

No final de fevereiro havia 6,4 milhões de contratos vivos, num montante de 24.262 milhões de euros.

A maioria dos contratos dizia respeito a crédito renovável (3,8 milhões de contratos e 4.116 milhões de euros), enquanto o crédito automóvel representava a maior fatia do montante (10.622 milhões de euros) e o crédito pessoal tinha um saldo vivo de 9.523 milhões de euros.

Em fevereiro, 79,7% do montante em novos contratos para crédito pessoal foi feito junto de intermediários de crédito, enquanto no crédito renovável estes agentes foram responsáveis por 45,8% e no crédito pessoal 18,1%.

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