Consumo de eletricidade regista máximo de sempre num primeiro trimestre

O consumo de eletricidade atingiu, entre janeiro e março, o valor mais elevado de sempre para um primeiro trimestre em Portugal, registando um máximo de 14,6 Terawatt-hora (TWh), segundo informou a REN - Redes Energéticas Nacionais em comunicado.

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O valor foi superior em 3,8% (ou 3,9%, considerando a correção dos efeitos de temperatura e de número de dias úteis) ao anterior máximo de 14,1 TWh alcançado em 2025.

Contudo, o consumo de eletricidade interrompeu em março a tendência de crescimento, ao registar uma descida homóloga de 0,6%, embora a variação acabe por ser positiva em 1,4% quando considerada a correção dos efeitos de temperatura e de número de dias úteis, segundo a nota de imprensa.

No primeiro trimestre do ano, cerca de 80% do consumo foi abastecido por produção renovável, com a hidroelétrica a representar 38%, a eólica 32%, a fotovoltaica 6% e a biomassa 4%.

O índice de produtibilidade hidroelétrica situou-se em 1,52, o de produtibilidade eólica em 1,15 e o de produtibilidade solar em 0,65 (médias históricas de 1).

Já a produção a gás natural, impulsionada por restrições no sistema nacional na sequência dos efeitos da depressão Kristin, foi responsável por cerca de 16% do consumo, enquanto o saldo de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 3%.

Considerando só o mês de março, a produção renovável forneceu 76% do consumo, a não renovável 15%, enquanto o saldo mensal de trocas com o estrangeiro abasteceu os restantes 9% do consumo nacional.

As condições meteorológicas mostraram-se favoráveis para a energia hidroelétrica, que em março registou um índice de produtibilidade de 1,27. Na componente eólica, o índice de produtibilidade situou-se em 0,89 e na solar em 0,71 (médias históricas de 1).

No mercado de gás, a REN informou que a tendência de aumento do consumo dos últimos meses mantém-se, com uma variação homóloga de 10,3% em março, em resultado do crescimento verificado no segmento de produção de energia elétrica, que registou uma variação homóloga de 79%.

O abastecimento foi efetuado fundamentalmente a partir do terminal de GNL de Sines, com 97% do consumo nacional, e o movimento através da interligação com Espanha a proporcionar os restantes 3% do consumo.

No trimestre, o consumo acumulado de gás registou um crescimento homólogo de 13,8%, com o terminal de Sines a abastecer 82% do consumo nacional.

O gás teve origem na Nigéria (37%), EUA (36%) e Rússia (10%). Os restantes 18% entraram no sistema nacional através da interligação com Espanha.

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