Extrema-esquerda lidera ataques terroristas na União Europeia. Jihadistas causam mais mortes

Os dados mais recentes sobre terrorismo na União Europeia mostram um cenário inegável: a maioria dos ataques registados nos últimos anos está associada à extrema-esquerda e a grupos anarquistas.

© D.R.

De acordo com o relatório anual da Europol sobre terrorismo na União Europeia (EU TE-SAT), os dados mostram que a tipologia mais frequente de ataques terroristas na UE foi precisamente a de matriz extremista de esquerda/anarquista, superando outros tipos de ameaça.

No entanto, quando se analisa o impacto desses ataques, o quadro altera-se. Os grupos jihadistas continuam a ser responsáveis pelo maior número de vítimas mortais e detenções relacionadas com terrorismo, destacando-se pela gravidade das ações levadas a cabo.

Neste contexto, o tema tem também marcado o debate político em Portugal. O CHEGA já propôs no Parlamento a classificação da Irmandade Muçulmana ou a organização ANTIFA como organização terrorista.

As detenções por terrorismo na União Europeia refletem igualmente essa diversidade, com uma forte presença de casos ligados ao jihadismo, mas também com um número significativo associado a outras correntes ideológicas, sobretudo ligados ao anarquismo de extrema-esquerda.

O relatório volta a colocar o tema da segurança e da prevenção do terrorismo no centro do debate, numa altura em que as autoridades procuram ajustar estratégias face à evolução das ameaças.

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