O CHEGA quer o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, no Parlamento para explicar as falhas na proteção sísmica prevista para o novo Hospital de Lisboa Oriental. O requerimento, a que o Folha Nacional teve acesso, deu entrada na Comissão de Infraestruturas, Habitação e Mobilidade e visa apurar por que razão apenas um dos edifícios do futuro complexo hospitalar terá isolamento sísmico de base, apesar de especialistas e do Tribunal de Contas terem recomendado essa solução para toda a infraestrutura.
Os deputados do CHEGA consideram que está em causa uma falha grave numa infraestrutura crítica, sobretudo numa cidade com risco sísmico reconhecido e num equipamento que deverá garantir resposta operacional precisamente em cenários de emergência.
Com esta audição, o partido liderado por André Ventura pretende obter esclarecimentos sobre os critérios técnicos e políticos que levaram à não aplicação integral de medidas de proteção sísmica, bem como sobre o incumprimento de recomendações anteriormente aprovadas pela Assembleia da República em matéria de prevenção e segurança estrutural.
O CHEGA quer ainda saber que medidas estão previstas para assegurar que o novo hospital responde, em segurança, a um eventual sismo, sem colocar em causa a sua operacionalidade, a proteção de profissionais de saúde e a segurança dos utentes.
Para o segundo maior partido, a construção de um hospital de referência sem proteção sísmica integral levanta dúvidas sérias sobre o planeamento da obra, a gestão do risco e a forma como o Governo está a tratar uma matéria que diz diretamente respeito à segurança pública.