Segundo avançou o Correio da Manhã, o antigo primeiro-ministro socialista apresentou uma providência cautelar contra a Ordem dos Advogados, com o objetivo de suspender a designação de Luís Carlos Esteves como seu defensor.
A ação deu entrada no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa a 29 de abril e já se encontra em tramitação, tratando-se de um processo de natureza urgente.
Este não é o primeiro passo dado por Sócrates neste processo. No início do mês passado, o ex-governante já tinha avançado com uma ação administrativa para exigir acesso aos documentos que estiveram na base da escolha do advogado.
A polémica começou em março, quando foi nomeado um defensor oficioso para o processo. Sócrates contestou de imediato a decisão, alegando que o procedimento utilizado pela Ordem dos Advogados não respeitou as regras habituais.
O antigo primeiro-ministro foi mais longe e afirmou publicamente que o advogado nomeado não tem a sua confiança, chegando mesmo a dizer que não se sente representado.
O caso volta assim a colocar em confronto José Sócrates e a Ordem dos Advogados, num braço de ferro jurídico que se soma às várias frentes abertas no processo da Operação Marquês.