CHEGA quer dar poder aos Polícias Municipais para deter suspeitos em flagrante delito

O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.

© Câmara Municipal de Faro Polícia Municipal de Faro

Segundo o partido liderado por André Ventura, a atual legislação continua a gerar dúvidas operacionais sobre o que pode ou não ser feito pelas Polícias Municipais em situações de crime flagrante, criando insegurança jurídica e dificuldades no terreno.

O CHEGA defende que estes agentes já desempenham um papel importante no patrulhamento urbano, fiscalização municipal e proximidade às populações, considerando que devem existir regras mais claras para atuação em casos urgentes.

A proposta a que o Folha Nacional teve acesso prevê que as Polícias Municipais possam deter suspeitos apanhados em flagrante delito quando estejam em causa crimes puníveis com pena de prisão, procedendo depois à entrega imediata às autoridades de polícia criminal competentes, nomeadamente PSP ou GNR.

O partido que lidera a oposição em Portugal sublinha, no entanto, que não pretende transformar as Polícias Municipais em órgãos de investigação criminal, afastando poderes como interrogatórios, direção de processos ou inquéritos autónomos.

Na exposição de motivos, o CHEGA afirma que a medida pretende aumentar a eficácia da resposta do Estado perante a criminalidade urbana e melhorar a articulação entre diferentes forças de segurança.

A iniciativa surge numa altura em que cresce o debate sobre segurança, criminalidade e falta de meios policiais em vários municípios portugueses.

O partido considera que a clarificação da lei permitirá respostas mais rápidas perante situações de violência ou perturbação da ordem pública, evitando atrasos burocráticos e conflitos de competência entre forças policiais.

Últimas de Política Nacional

A reforma de Mário Centeno, aos 59 anos, com uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, leva o CHEGA a questionar as desigualdades no sistema de pensões: enquanto alguns responsáveis públicos conseguem reformar-se mais cedo e com valores elevados, a maioria dos portugueses tem de esperar até aos 66 anos e nove meses, recebendo, em muitos casos, pensões de apenas algumas centenas de euros.
O presidente do CHEGA critica o aumento dos encargos fiscais, incluindo o IMI, e acusa o Executivo de não romper com as políticas socialistas, defendendo medidas que permitam aliviar os rendimentos das famílias.
André Ventura considera que o Orçamento do Estado para 2027 não responde ao aumento dos custos da habitação, da alimentação e dos combustíveis. "Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem", afirmou o líder do CHEGA.
O antigo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues (PS), defendeu um bloco central entre PS e PSD para travar o CHEGA. Partido liderado por André Ventura poderá mesmo vencer as próximas eleições.
Isaltino Morais admite que André Ventura possa chegar a primeiro-ministro e aponta uma aproximação entre PS e PSD como forma de travar esse cenário. Em entrevista à RTP, o presidente da Câmara de Oeiras defendeu uma convergência entre os dois partidos para impedir a chegada do líder do CHEGA ao Governo.
PSD, Iniciativa Liberal e PS viabilizaram alterações à lei do Tribunal de Contas que poderão afastar a aplicação de sanções financeiras ao ministro da Administração Interna, Luís Neves. Em causa estão despesas de 14.300 euros com viagens ao Brasil, realizadas em 2023, quando dirigia a Polícia Judiciária.
O presidente do CHEGA responsabiliza PS e PSD pela crise da habitação e acusa José Luís Carneiro de dar luz verde a um Orçamento do Estado sem conhecer o seu conteúdo. André Ventura defende um pacote de emergência com benefícios fiscais, apoios às rendas e menos burocracia.
Socialistas e sociais-democratas preparam alterações à legislação do Tribunal de Contas que poderão beneficiar Luís Neves. A possibilidade de uma amnistia através de uma mudança legislativa levanta questões sobre o alcance da iniciativa e as suas consequências.
Comissão Parlamentar da Transparência considera grave a conduta de Ventura após a divulgação de um vídeo em que o líder do CHEGA percorreu corredores e espaços de outros grupos parlamentares, questionando a ausência de deputados numa sexta-feira.
André Ventura garantiu que a comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves na Polícia Judiciária vai avançar sem interrupções, mesmo durante a discussão do Orçamento do Estado. À saída da tomada de posse da comissão, o presidente do CHEGA denunciou tentativas de travar os trabalhos e assegurou que a investigação continuará mesmo que Luís Neves abandone o Governo.