CHEGA defende hoje autoridade da polícia no Parlamento

O CHEGA leva esta quinta-feira ao Parlamento um conjunto de propostas centradas no reforço da autoridade das forças de segurança, na proteção dos agentes policiais e no combate à criminalidade, depois de o partido ter fixado a ordem do dia no debate parlamentar.

© Folha Nacional

Entre as iniciativas em discussão estão propostas para aumentar as indemnizações por morte ou invalidez de agentes das forças de segurança, criar novos suplementos remuneratórios para elementos da PSP, GNR e Corpo da Guarda Prisional, reforçar os poderes de atuação da Polícia Municipal e estabelecer a presunção de licitude do uso de armas de fogo por agentes policiais em determinadas circunstâncias.

O partido liderado por André Ventura quer ainda clarificar o regime de detenção em flagrante delito pela Polícia Municipal, permitindo a entrega imediata de detidos à PSP ou à GNR, além de recomendar ao Governo a criação de uma equipa de análise retrospetiva do suicídio nas forças de segurança.

O líder do CHEGA, André Ventura, defendeu que “temos de estar do lado certo: defender a autoridade da polícia e lutar contra a impunidade dos criminosos”.

Segundo o partido, estas propostas pretendem dar “mais proteção, autoridade e condições” às forças de segurança, numa altura em que o CHEGA acusa os sucessivos governos de terem “abandonado os polícias”.

Uma das propostas a que o Folha Nacional teve acesso estabelece ainda a presunção de licitude no uso de arma de fogo por agentes policiais quando exista uma perceção razoável de ameaça iminente de morte ou ofensa grave.

Outra iniciativa prevê o reforço dos suplementos atribuídos a agentes colocados nas Regiões Autónomas e aos elementos da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras da PSP.

O debate deverá marcar mais um confronto parlamentar sobre segurança e autoridade das forças de segurança, temas que o CHEGA tem colocado no centro da sua agenda política.

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