Mulher que tentou matar marido com 12 facadas perde recurso no Supremo

A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

© D.R.

O acórdão do STJ, datado de 23 de abril e consultado hoje pela Lusa, julgou improcedente o recurso da arguida, que defendia que a pena não devia ser superior a cinco anos de prisão e que devia ser suspensa.

Os juízes conselheiros decidiram assim manter a decisão do Tribunal de Vila do Conde, que condenou a mulher a cinco anos e meio de prisão, por um crime de homicídio qualificado na forma tentada, tal como o Jornal de Notícias avançou na quarta-feira.

Esta decisão ocorre depois de o STJ ter anulado o primeiro acórdão da primeira instância, datado de 5 de junho de 2025, por omissão de pronúncia quanto à questão da imputabilidade da mulher. Os juízes do Supremo determinaram a remessa do processo ao tribunal de Vila do Conde que, em 4 de dezembro de 2025, voltou a condenar a arguida na mesma pena.

A arguida voltou a recorrer desta decisão, mas os juízes conselheiros decidiram manter inalterada a pena, considerando não haver razões que justifiquem uma intervenção corretiva deste tribunal.

O acórdão do STJ refere que a pena aplicada “reflete adequadamente, as condições e conduta da arguida”, bem com “o facto de as lesões causadas terem deixado cicatrizes não desfigurantes e não constando que o ofendido tenha corrido efetivo perigo de vida, bem como o perdão do ofendido”.

De acordo com a acusação, a arguida e a vítima namoraram durante dois anos, mas mantinham uma “relação marcada por frequentes conflitos”.

No dia 14 de agosto de 2024, acrescenta a acusação, no interior de casa e após um novo conflito, “a arguida insultou o seu companheiro, ameaçou-o e agrediu-o com um objeto decorativo [um papagaio de madeira]”, tendo depois agarrado uma faca de cozinha com 15 centímetros de lâmina e desferindo-lhe diversos golpes (12) na parte superior do corpo.

Em julgamento, a arguida admitiu que sentia ciúmes do companheiro, mas afirmou que ele também a controlava: “Ele não queria que eu trabalhasse, eu ficava presa no apartamento, entrei em depressão, engordei muito e ele falou mal do meu corpo, e eu respondi falando mal do dele e ele disse-me que na China matavam a mulher que dizia aquilo”.

Já a vítima não quis responder às perguntas do tribunal, mas afirmou que perdoou a arguida e que ainda quer casar com ela.

Últimas do País

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.
Os aeroportos nacionais movimentaram 14,497 milhões de passageiros no primeiro trimestre, uma subida de homóloga de 3,9%, impulsionada pelos máximos mensais históricos atingidos nos primeiros três meses do ano, anunciou hoje o INE.
A Polícia Judiciária está a realizar hoje novas buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A conclusão resulta de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisou os ganhos económicos associados ao prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Três meses após restrições à venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos em Lisboa, os moradores consideram a medida “tímida” e querem proibir o consumo na rua, enquanto os comerciantes mantêm reservas à responsabilidade que lhes é imputada.