Ventura quer confirmar lei das bandeiras após veto de Seguro

O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.

“Vamos pedir a sua confirmação. É lamentável a todos os títulos que seja vetada uma proposta que basicamente dizia isto: em edifícios públicos nós não devemos ter nem bandeiras de homossexuais, nem de heterossexuais, nem de transexuais”, defendeu André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

O Presidente do CHEGA afirmou que, “a única bandeira que nos une a todos é a bandeira de Portugal”.

André Ventura, que disputou a segunda volta das eleições presidenciais contra o socialista António José Seguro e perdeu, afirmou que com este veto “ficou claro o preço que pagámos de ter um Presidente socialista”.

“Espero que muitos que eram do PSD, que são do PSD e da IL e que disseram que apesar de tudo era melhor votar em António José Seguro, estejam contentes com o resultado. O resultado é este”, criticou.

André Ventura insistiu que o seu partido vai pedir que o parlamento confirme a lei, obrigando à promulgação pelo Presidente da República, e disse estar convicto de que “será possível fazê-lo com a maioria parlamentar que existe”.

De acordo com o Regimento da Assembleia da República, após um veto político do Presidente da República, “a nova apreciação do diploma efetua-se a partir do décimo quinto dia posterior ao da receção da mensagem fundamentada, em reunião marcada pelo Presidente da Assembleia da República, por sua iniciativa ou de um décimo dos deputados”.

Caso a Assembleia da República confirme o voto por maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções, “o Presidente da República deverá promulgar o diploma no prazo de oito dias a contar da sua receção”, estabelece a Constituição da República.

Em 17 de abril passado, o Parlamento aprovou na generalidade, especialidade e votação final global um decreto que partiu do CDS-PP sobre regras de utilização de bandeiras em edifícios públicos. Este diploma teve então os votos favoráveis do PSD, Chega e CDS-PP, contra de PS, PAN, Livre, BE e PCP e a abstenção da IL.

Na quarta-feira, porém, o chefe de Estado anunciou que vetara esse decreto, tendo a sua fundamentação sido divulgada hoje. Este foi o primeiro veto político do socialista António José Seguro enquanto Presidente da República.

Últimas de Política Nacional

O Presidente do CHEGA defendeu hoje a confirmação do decreto do Parlamento sobre a utilização de bandeiras em edifícios públicos vetado pelo chefe de Estado, considerando que existe uma maioria suficiente para o fazer.
O Presidente do CHEGA afirmou hoje que não foi possível chegar a um entendimento com o Governo sobre a reforma laboral, depois de ter estado reunido com o primeiro-ministro, e reiterou que votará contra "se tudo se mantiver como está".
O primeiro-ministro e o presidente do CHEGA estão reunidos em São Bento, encontro que o gabinete de Luís Montenegro apenas confirma como "reunião de trabalho".
O CHEGA considera que "há caminho para andar" para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo que cria a prestação social única (PSU).
O presidente do CHEGA disse hoje que o seu partido poderá viabilizar a criação da Prestação Social Única (PSU) na generalidade se o PSD aceitar limitar os apoios sociais para imigrantes, desafiando os sociais-democratas a aceitar esse "compromisso".
O CHEGA/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.
A consultora Wise Healthcare Solutions (WiseHS), fundada por Eurico Castro Alves, ex-secretário de Estado da Saúde do PSD e antigo presidente do Infarmed, apresentou à sociedade portuguesa de canábis medicinal Sync Nature um empresário brasileiro condenado por tráfico de cocaína e apontado pelas autoridades brasileiras como elemento ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas da América Latina.
O CHEGA/Açores pediu esclarecimentos ao Governo açoriano sobre "a verdadeira dimensão" do consumo de álcool entre os jovens, alertando para "o aparecimento de casos cada vez mais precoces" de dependência alcoólica, foi anunciado.
Ventura referiu que o CHEGA deu margem ao PSD para mudar o pacote laboral, acreditando que o partido pudesse afastar-se “dos velhos vícios políticos”.
O CHEGA reclamou hoje uma "grande vitória" na revisão constitucional e considerou haver condições para alterar a Lei Fundamental, após o acordo com o PSD que estima a conclusão do processo até ao final da próxima sessão legislativa.