A decisão judicial abrange igualmente membros da equipa de produção e músicos envolvidos na gravação de um espetáculo realizado em 11 de dezembro de 2024, que acumulou quase três milhões de visualizações na plataforma de vídeo.
Os arguidos foram considerados culpados de várias acusações, incluindo “ofensa à moral pública“ por violação da lei islâmica, bem como de ”produção, envio, distribuição e publicação” de conteúdos classificados pelas autoridades como “vulgares e imorais”.
O concerto, de cerca de meia hora, decorreu em Deir Gachin, na província de Qom.
A apresentação, descrita pelos organizadores como simbólica e privada, foi transmitida em direto através do canal de YouTube da cantora.
A divulgação do espetáculo desencadeou um processo judicial contra Ahmadi e os restantes participantes.
O Ministério Público de Teerão formalizou a acusação no final de dezembro de 2024 e, após uma breve detenção, a artista e os restantes arguidos foram libertados sob fiança, disse a organização não-governamental HRANA.
O vídeo foi divulgado com o título “Um Concerto Imaginário”, numa referência à proibição que impede mulheres de atuarem sozinhas em público no Irão.
Durante a atuação, Ahmadi surgiu sem véu, com o cabelo descoberto, envergando um vestido preto, enquanto interpretava várias canções acompanhada por músicos.