Usar ar condicionado ou não? Bruxelas coloca agenda climática à frente do conforto dos europeus

As sucessivas ondas de calor que atingem a Europa estão a reacender o debate sobre o uso do ar condicionado, num momento em que vários responsáveis políticos e especialistas defendem soluções que reduzam a dependência destes equipamentos devido ao seu "impacto ambiental".

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Em França, o tema tornou-se um dos principais pontos de confronto político. Enquanto Marine Le Pen defende um plano nacional para expandir a instalação de ar condicionado, Jean-Luc Mélenchon, da extrema-esquerda, considera que a sua utilização generalizada constitui uma “falsa solução”.

O debate decorre num momento em que a União Europeia continua a apostar em políticas de descarbonização em nome das “alterações climáticas”, levando vários especialistas no plano europeu a defender alternativas ao recurso generalizado ao ar condicionado.

Segundo projeções citadas pela Euronews, o número de aparelhos de ar condicionado na União Europeia poderá mais do que duplicar até 2050, uma evolução que levanta preocupações sobre o aumento do consumo de eletricidade, da pressão sobre as redes elétricas e das emissões associadas à produção de energia.

A crescente preocupação com as alterações climáticas por parte de alguns está a alimentar um debate político cada vez mais intenso sobre o modelo de adaptação a adotar. De um lado, quem defende uma maior aposta na climatização para responder ao aumento das temperaturas; do outro, quem considera que a prioridade deve ser reduzir a dependência do ar condicionado através de edifícios mais eficientes e de soluções urbanísticas alternativas.

Entretanto, o interesse dos cidadãos nestes equipamentos continua a crescer, contrariando a tese dos ambientalistas. Em França, as pesquisas por instalação de ar condicionado dispararam nos últimos dias, refletindo a procura por soluções imediatas para enfrentar as ondas de calor que têm afetado grande parte da Europa Ocidental.

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