Ventura exige perda de nacionalidade portuguesa para imigrantes que cometem crimes graves

Líder do CHEGA acusa PSD de ceder à esquerda e defende que quem obtém a nacionalidade portuguesa e comete crimes como pedofilia, tráfico de seres humanos ou associação criminosa deve deixar de ser português.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, voltou esta sexta-feira a defender o endurecimento da Lei da Nacionalidade, sustentando que os cidadãos estrangeiros que adquiram a nacionalidade portuguesa e venham posteriormente a cometer crimes graves devem perder esse estatuto.

Durante uma declaração no Parlamento, o líder do CHEGA afirmou que “quem vem para Portugal e comete crimes deve perder a nacionalidade”, considerando que a nacionalidade portuguesa representa um compromisso com os valores e as leis do país e não um direito absoluto para quem os viola.

Ventura apontou como exemplo crimes como a pedofilia, o tráfico de seres humanos e a associação criminosa, defendendo que não faz sentido permitir que quem pratique este tipo de ilícitos continue a beneficiar da nacionalidade portuguesa. “Os criminosos não merecem ser portugueses”, afirmou.

O presidente do CHEGA recordou ainda que, segundo o partido, existem mais de 80 países onde a perda da nacionalidade por condenação em determinados crimes já está prevista na legislação, defendendo que Portugal deve seguir o mesmo caminho.

Na intervenção, André Ventura criticou também o PSD, acusando os sociais-democratas de cederem à pressão da esquerda nesta matéria. “Quem tenta agradar à esquerda fica junto dela”, afirmou.

O líder do CHEGA aproveitou ainda para alertar para o aumento da criminalidade organizada, referindo que os crimes de tráfico de seres humanos cresceram mais de 300% em Portugal e defendendo uma resposta mais firme do Estado no combate às redes criminosas.

André Ventura criticou igualmente as políticas de imigração, sustentando que os imigrantes têm hoje acesso a direitos como saúde, educação e habitação, enquanto, na sua perspetiva, muitos portugueses continuam sem conseguir beneficiar desses mesmos serviços, apesar de serem os contribuintes que suportam o sistema.

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