Maioria dos portugueses apoia teto máximo para pensões milionárias proposto pelo CHEGA

A proposta do CHEGA para estabelecer um teto máximo de 4.500 euros líquidos nas pensões de reforma recolhe o apoio da maioria dos portugueses. Segundo uma sondagem da Aximage, 66% dos inquiridos concordam com a medida.

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De acordo com os resultados, 30% dos inquiridos afirmam concordar totalmente com a proposta e 36% dizem concordar, revelando um apoio expressivo à criação de um limite máximo para as pensões mais elevadas pagas pelo Estado.

A iniciativa foi apresentada pelo CHEGA no âmbito das suas propostas para reformar o sistema de pensões. O partido liderado por André Ventura defende que nenhuma pensão financiada pelo Estado deve ultrapassar os 4.500 euros líquidos mensais, argumentando que o sistema deve privilegiar quem recebe reformas mais baixas e garantir uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos.

Segundo o CHEGA, a medida pretende reforçar a justiça social e aumentar a sustentabilidade do sistema de pensões, numa altura em que milhares de pensionistas vivem com reformas reduzidas e enfrentam dificuldades para acompanhar o aumento do custo de vida.

O presidente do partido, André Ventura, tem defendido que “não faz sentido haver portugueses a sobreviver com pensões de poucas centenas de euros enquanto o Estado continua a pagar reformas de vários milhares de euros”.

Os resultados da sondagem indicam assim que a maioria dos portugueses olha favoravelmente para a criação de um teto máximo nas pensões.

O debate deverá continuar nos próximos meses, numa altura em que a sustentabilidade da Segurança Social e o envelhecimento da população continuam entre os principais desafios das políticas públicas em Portugal.

Ficha Técnica

Entidade responsável pelo estudo: Intercampus – Recolha, Tratamento e Distribuição de Informação, S.A.

Cliente: CMTV / CM / Jornal de Negócios / NOW.

Objetivo do estudo: Conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto nas eleições legislativas.

Universo: População portuguesa, com 18 ou mais anos de idade, recenseada eleitoralmente e residente em Portugal Continental.

Amostra: 609 entrevistas.

Método de amostragem:
Amostragem estratificada por região (NUTS II), género e idade:

* Estratificação proporcional por região;
* Seleção dos agregados através da geração aleatória de números de telefone fixo e móvel;
* Seleção dos inquiridos por quotas de género e idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (DGAI – 31 de dezembro de 2023).

Método de recolha de dados: Entrevistas telefónicas assistidas por computador (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

Período de realização do trabalho de campo: De 10 a 16 de junho de 2026.

Número de entrevistas válidas: 609.

Taxa de resposta: 55,31%.

Distribuição geográfica: Amostra estratificada proporcionalmente por região (NUTS II), de acordo com o universo em estudo.

Distribuição etária e de género da amostra: Definida por quotas de género e idade, tendo como referência os dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (DGAI – 31 de dezembro de 2023).

Margem de erro máxima: ±4,0%, para um nível de confiança de 95%.

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