O ministro da Administração Interna, Luís Neves, apenas declarou à Entidade para a Transparência (EpT) a empresa detida pela mulher depois de assumir funções no Governo, apesar de a sociedade ter sido constituída em 2023 e de a legislação obrigar à declaração deste tipo de participações patrimoniais.
Segundo avança o Correio da Manhã, a Alcampos, empresa criada pela esposa de Luís Neves em 16 de junho de 2023, foi a sociedade utilizada para suportar o pagamento das obras realizadas pela Construbarcelos na propriedade do governante, localizada no concelho de Odemira.
Contudo, a existência da empresa só foi comunicada à Entidade para a Transparência em 25 de maio de 2026, quando Luís Neves já exercia o cargo de ministro da Administração Interna.
De acordo com o Correio da Manhã, o governante é casado sob o regime de comunhão de adquiridos, o que lhe confere direitos sobre metade do património comum do casal. Nestas circunstâncias, a lei obriga os titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos a declarar as empresas detidas pelo cônjuge, entendimento igualmente perfilhado pela Entidade para a Transparência.