Barómetro da Intercampus: Maioria dos portugueses ao lado do CHEGA na reforma antecipada

Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.

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A possibilidade de antecipar a idade da reforma reúne o apoio da maioria dos portugueses. De acordo com o mais recente barómetro da Intercampus para o Correio da Manhã, CMTV, Negócios e NOW, 60,4% dos inquiridos defendem que os trabalhadores devem poder reformar-se mais cedo, uma posição que contrasta com os cerca de três em cada dez portugueses que rejeitam essa possibilidade.

A questão surgiu no âmbito da discussão das alterações à legislação laboral, depois de o CHEGA apresentar uma proposta para reduzir a idade legal da reforma. Os resultados do inquérito mostram que a ideia encontra receptividade junto da opinião pública, reforçando o debate sobre o futuro do sistema de pensões e da Segurança Social.

No entanto, esse apoio tem um limite bem definido. Quando a redução da idade da reforma é associada a uma diminuição do valor das pensões, a maioria dos portugueses muda de posição e deixa de concordar com a medida.

Os dados revelam, assim, que os inquiridos valorizam a possibilidade de abandonar mais cedo a vida ativa, mas recusam que essa opção implique penalizações financeiras na reforma. A proteção do rendimento continua a ser o fator decisivo para a aceitação de qualquer alteração ao atual modelo de pensões.

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