Abastecer custa cada vez mais: Portugal no topo dos combustíveis mais caros da Europa

Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.

© D.R

Abastecer o depósito volta a ficar mais caro. Os preços dos combustíveis registam uma nova subida esta segunda-feira, impulsionada pelo aumento das cotações internacionais dos produtos refinados e pelo agravamento da tensão geopolítica entre os Estados Unidos e o Irão.

O gasóleo lidera os aumentos, com uma subida de nove cêntimos por litro, enquanto a gasolina encarece entre três e 3,5 cêntimos. Com esta atualização, o preço médio do gasóleo simples passa para 2,058 euros por litro, ao passo que a gasolina simples 95 sobe para 2,009 euros.

Perante mais este agravamento, o Governo deverá voltar a reduzir temporariamente o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP), numa tentativa de mitigar o impacto da subida dos preços sobre os consumidores.

Apesar dessa medida, Portugal continua entre os países da União Europeia onde abastecer custa mais caro. De acordo com dados da Comissão Europeia, citados pelo Expresso, o país tem a sétima gasolina mais cara e o oitavo gasóleo mais caro entre os 27 Estados-membros.

Os mesmos dados evidenciam, contudo, o peso da carga fiscal no preço final dos combustíveis. Sem impostos, Portugal apresenta a sexta gasolina mais cara da União Europeia, mas o quarto gasóleo mais barato. Depois de aplicada a tributação, o país sobe para o oitavo lugar entre os Estados-membros com o gasóleo mais caro, demonstrando o impacto significativo dos impostos no valor pago pelos automobilistas.

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.