Homem detido em Vendas Novas por maltratar a ex fica em prisão preventiva

Um homem, de 26 anos, suspeito de ter maltratado física e psicologicamente a ex-companheira e os seus irmãos, em Vendas Novas, distrito de Évora, foi detido pela GNR e ficou em prisão preventiva, foi hoje divulgado.

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Em comunicado, o Comando Territorial de Évora da GNR indicou que o suspeito foi detido, na sexta-feira, por militares do Núcleo de Investigação e de Apoio a Vítimas Específicas, no âmbito de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público (MP).

Também em comunicado publicado hoje no ‘site’ da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP explicou que o homem, de nacionalidade estrangeira, está indiciado pela prática de seis crimes de violência doméstica agravado.

Segundo o MP, as alegadas vítimas são a ex-companheira, de 27 anos, os dois filhos em comum, com 3 anos e 18 meses, e três irmãos da mulher, com 17, 15 e 12 anos, igualmente todos estrangeiros.

“Encontra-se fortemente indiciado que, desde o início do relacionamento amoroso, em abril de 2018, até à data da sua detenção, o arguido manteve, de modo reiterado e com enorme intensidade, maus-tratos psicológicos e físicos à mulher, praticando-os na presença dos filhos”, adiantou.

O MP referiu que o homem é ainda suspeito de ter maltratado “física e psicologicamente os três irmãos” da ex-companheira que integravam o agregado familiar.

O suspeito terá demonstrado “forte incompreensão e indiferença às incapacidades de uma das vítimas, por ser portadora de doença do foro mental, chegando mesmo a agredi-la por causa de comportamentos associados à sua especial e particular vulnerabilidade”, realçou.

Assinalando que teve conhecimento do caso já este mês, o MP revelou ter determinado “a reabertura de um inquérito anterior, autuado em 2022, e que se encontrava arquivado por falta de prova”.

O detido foi presente, no sábado, ao Tribunal de Évora para primeiro interrogatório judicial, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

As investigações prosseguem sob a direção do Ministério Público, concretamente da 2.ª secção especializada do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora, com a coadjuvação da GNR.

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