O número avançado pelo Ministério da Administração Interna espanhol representa mais de metade da população habitual de Ceuta, onde vivem cerca de 83.600 pessoas, e ultrapassa largamente a crise migratória registada no enclave em maio de 2021. A chegada de dezenas de milhares de pessoas deixou a cidade no caos, com as autoridades espanholas obrigadas a mobilizar meios policiais e militares.
André Ventura considera que os acontecimentos em Ceuta provam a necessidade de Portugal e dos restantes países europeus adotarem uma política de fronteiras firmes. “Isto não é imigração, é uma verdadeira invasão. A Europa tem de proteger as suas fronteiras em nome da segurança das suas nações. Temos de proteger o país”, afirmou o presidente do CHEGA.
Para Ventura, a entrada ilegal de milhares de imigrantes num período tão curto não pode ser tratada como um fenómeno migratório normal. O líder do CHEGA defende que a prioridade dos governos deve ser identificar quem entra em território europeu, impedir entradas ilegais e garantir o rápido repatriamento de quem não reúna condições legais para permanecer.
A ‘invasão’ vivida em Ceuta provocou também reações noutros países europeus, com França a reforçar os controlos na fronteira com Espanha e Itália a admitir medidas excecionais no Espaço Schengen.
Para o CHEGA, o que aconteceu em Ceuta deve servir de aviso a Portugal. O partido considera que a imigração descontrolada coloca pressão sobre os serviços públicos, fragiliza a segurança interna e retira aos Estados a capacidade de decidirem quem entra e permanece no seu território.
Para o presidente do CHEGA, a Europa tem de abandonar políticas permissivas e assumir que sem controlo fronteiriço não há segurança, soberania nem proteção das populações.
“Portugal não pode esperar que uma situação como a de Ceuta aconteça para começar a agir. Temos de proteger o país, reforçar as fronteiras e impedir que a imigração ilegal se transforme numa ameaça à segurança nacional”, defendeu André Ventura.