Milhares de estudantes vão conhecer este domingo, 23 de agosto, os resultados da primeira fase de acesso ao Ensino Superior. Para quem conseguir colocação longe de casa, começa imediatamente outra corrida: encontrar um quarto a um preço que a família consiga suportar.
A oferta no mercado de arrendamento encolheu significativamente. Segundo dados do Imovirtual citados pelo Diário de Notícias, existem este mês, em média, 3627 anúncios ativos por dia em todo o País, contra 4850 em agosto de 2025. É uma quebra de 25,2% num único ano.
Os preços praticamente não recuaram. A renda média anunciada passou de 526 para 527 euros mensais, valor particularmente pesado para famílias que terão ainda de suportar propinas e restantes despesas dos estudantes.
Em Lisboa, a oferta de quartos caiu 30,1%, enquanto a renda média subiu para 568 euros. No Porto, desapareceram 41,8% dos anúncios, com o preço médio a situar-se nos 491 euros.
O Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior prevê reforçar a oferta em quase 19 mil camas, através de financiamento do PRR. Contudo, apenas 5094 camas estão concluídas, segundo os dados disponíveis do programa.
E os números ajudam a perceber a dimensão do problema: a procura por alojamento estudantil especializado é estimada em cerca de 227 mil estudantes, entre portugueses deslocados e alunos internacionais, enquanto a oferta disponível fica muito aquém das necessidades.