Tempos de espera nas urgências voltam a subir na Grande Lisboa

Os tempos de espera nas urgências nos hospitais voltaram a subir na Grande Lisboa, com doentes urgentes a chegarem a esperar, em média, cerca de nove horas.

© LUSA/NUNO VEIGA

Segundo informação oficial do Hospital Amadora-Sintra – que não tem disponíveis dados no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – os doentes urgentes (pulseira amarela) tinham de aguardar ao inicio da manhã de hoje, em média, cerca de nove horas para serem vistos pela primeira vez por um médico. Contudo, os profissionais de saúde da unidade falam em tempos maiores e que chegam às 15 horas.

O Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) é a única unidade que há mais de um mês não tem disponíveis os tempos de espera no portal do SNS, justificando com uma intervenção nos sistemas de informação.

Contactado pela Lusa no início da semana, o hospital remeteu para o final desta semana a resolução do problema. Hoje, pelas 09:30, mantinha o aviso de dados indisponíveis temporariamente no portal e a essa hora estavam 33 doentes urgentes a aguardar primeira observação.

No Hospital Beatriz Ângelo, em Loures, segundo o portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a espera era de quase duas horas.

No Barreiro, os doentes urgentes que foram à urgência do Hospital Nossa Senhora do Rosário tinham quase cinco horas de espera para serem vistos pela primeira vez por um médico. Pelas 09:45, estavam 24 a aguardar primeira observação com pulseira amarela.

Já no Garcia de Orta, em Almada, o tempo médio de espera indicado no portal rondava as três para os 26 doentes urgentes a aguardar naquela unidade pela primeira observação médica.

Mais a sul, em Portimão, depois de no fim de semana a Unidade Local de Saúde do Algarve ter atribuído os elevados tempos apresentados no portal a um erro do sistema informático, os tempos baixaram.

Hoje, depois de uma indicação superior a três horas ao início da manhã, pelas 09:45 o portal do SNS mostrava cinco doentes urgentes a aguardar primeira observação médica, com um tempo de espera dentro dos 60 minutos definidos para o atendimento nos casos de pulseira amarela.

Em Faro a situação era semelhante.

Na justificação apresentada no fim de semana, a ULS do Algarve explicou os dados apresentados pelo portal do SNS são alimentados pelo sistema Alert, que, em condições normais, calcula médias com base em poucas horas de atividade, ficando particularmente sensível a ocorrências pontuais.

O portal do SNS reúne a informação sobre os tempos de espera em todas as urgências do país.

Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (pulseira laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) não deveriam aguardar mais de 60 minutos. Já nos pouco urgentes (pulseira verde) o tempo recomendado é de 120 minutos.

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