Avaliação bancária da habitação bate recorde de 2.240 euros/m2 em julho

O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.240 euros por metro quadrado em julho, mais 12 euros do que no mês anterior e 15,2% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.

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Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 15,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em junho (16,6%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 0,5%.

O Alentejo foi a região onde se verificou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,3%), tendo-se registado a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-1,9%).

Já em comparação com julho de 2025, a variação mais acentuada ocorreu na Península de Setúbal (20,4%), não se tendo observado qualquer redução.

Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de julho de 2026 foram consideradas 34.053 avaliações (21.036 apartamentos e 13.017 moradias), mais 0,6% do que no período homólogo. Face a junho, foram realizadas mais 458 avaliações, um acréscimo de 1,4%.

Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.627 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 16,5% do que em julho de 2025.

Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.469 euros/m2) e no Algarve (3.010 euros/m2), tendo o Centro e o Alentejo apresentado os valores mais baixos (1.739 euros/m2 e 1.778 euros/m2, respetivamente).

Neste tipo de habitação, o Alentejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (25,3%), não se tendo verificado qualquer descida.

Face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 0,5%, tendo o Alentejo registado o maior aumento (3,9%) e não ocorrendo qualquer descida.

Em julho, o valor mediano dos apartamentos T1 subiu 41 euros, para 3.343 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 17 e dois euros, para 2.711 euros/m2 e 2.255 euros/m2, respetivamente.

No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,9% das avaliações de apartamentos realizadas no período analisado.

Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.606 euros/m2, um acréscimo homólogo de 13,6%, destacando-se a Grande Lisboa (2.922 euros/m2) e o Algarve (2.846 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.163 euros/m2 e 1.300 euros/m2, respetivamente).

A Região Autónoma da Madeira apresentou o crescimento homólogo mais elevado (17,8%), não se tendo registado qualquer descida.

Já em relação a junho, o valor de avaliação das moradias subiu 0,4%, sendo o Alentejo a região com o crescimento mais elevado (1,9%) e verificando-se a descida mais acentuada na Região Autónoma dos Açores (-2,9%).

O valor mediano das moradias T2 subiu 11 euros, para 1.612 euros/m2, o das T3 aumentou 14 euros (1.565 euros/m2) e o das T4 recuou 30 euros, para 1.655 euros/m2.

No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,0% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.

Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal voltaram a apresentar em julho os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país em 51,7%, 32,6% e 24,2%, respetivamente.

Pelo contrário, a Beira Baixa, o Alto Alentejo e o Alto Tâmega e Barroso foram as regiões que apresentaram valores mais baixos em relação à mediana do país (-52,9%, -52,5% e -50,0%, respetivamente).

O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.

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