A nova Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP detetou 1117 cidadãos estrangeiros em situação irregular durante o primeiro ano de atividade, num balanço marcado por centenas de detenções, notificações para abandono do território nacional e processos de afastamento.
Segundo a agência Lusa, entre 21 de agosto de 2025 e 31 de julho deste ano, as autoridades emitiram 831 notificações para abandono voluntário do país e efetuaram 285 detenções por permanência irregular. Foi ainda detida uma pessoa por desobediência a uma interdição de entrada em território nacional.
Mais de 1900 estrangeiros regressaram aos países de origem
A atuação da UNEF foi além da fiscalização e deteção de situações irregulares. No primeiro ano de funcionamento, foram executados 221 retornos forçados, 83 dos quais com escolta policial até ao destino final, e concretizados 1732 retornos voluntários.
A PSP instaurou ainda 720 processos de afastamento coercivo, dos quais 262 já foram decididos, e marcou mais de 800 voos associados a procedimentos de retorno voluntário e forçado.
Nos centros de instalação temporária e nos espaços equiparados existentes nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro foram ainda retidos mais de 700 cidadãos de países terceiros.
A PSP continua, entretanto, a analisar processos de afastamento coercivo transitados da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e do extinto Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Uma parte significativa destes processos remonta a antes de 2020, revelando a dimensão dos casos que permanecem por resolver.