À semelhança do que já tinha sido registado em julho, os 407 despedimentos coletivos comunicados até agosto representam o valor mais elevado desde 2020, período pandémico, quando tinham sido registados 455 despedimentos coletivos nos primeiros oito meses desse ano.
Nos primeiros oito meses de 2025 tinham sido comunicados 359 despedimentos coletivos, enquanto até agosto de 2024 tinham sido registados 318. Nos primeiros oito meses de 2023 tinham sido registados 251, até agosto de 2022 registaram-se 201 e até agosto de 2021 registaram-se 248, de acordo com os relatórios mensais disponibilizados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
Dos 407 despedimentos coletivos comunicados, 118 foram de microempresas, 188 de pequenas empresas, 70 de médias empresas e 31 de grandes empresas.
Em termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a liderar, com 233 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte (com 113), pelo Centro (41) e pelo Alentejo e Algarve (cada um com dez).
Já o número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos caiu 9,2% nos oito primeiros meses de 2026, face ao período homólogo.
Até agosto, houve 4.843 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 4.625 foram efetivamente despedidos (em igual período de 2025 tinham sido 5.332 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 5.212 efetivamente despedidos).
Deste modo, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos caiu 11,3% até agosto, face aos 5.212 registados no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.
No que toca especificamente ao mês de agosto, foram efetivamente despedidos 570 trabalhadores, um valor inferior aos 634 registados no período homólogo, bem como aos 624 registados em julho.
Dos 570 trabalhadores efetivamente despedidos em agosto deste ano, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderava (com 64% do total), com 362 trabalhadores efetivamente despedidos.
As indústrias transformadoras foram a atividade com maior número de trabalhadores despedidos em agosto, sendo que, de modo global, a redução do número de trabalhadores é a principal razão apontada (76%), seguida pelo encerramento de uma ou várias secções ou estrutura (17%) e pelo encerramento total e definitivo (7%).