“Não é equilíbrio, é roubo!”: Ventura acusa Montenegro de cobrar impostos recorde e ignorar dificuldades dos portugueses

André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".

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O presidente do CHEGA, André Ventura, confrontou esta sexta-feira o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na Assembleia da República, acusando o Executivo de preparar uma cobrança recorde de impostos em 2027, enquanto os portugueses continuam a enfrentar um custo de vida que considera insuportável.

“Qual é o equilíbrio em cobrarmos cada vez mais em impostos? Não é equilíbrio, é roubo!”, afirmou Ventura, contestando a política fiscal do Governo e questionando os benefícios que os cidadãos retiram do aumento da receita do Estado.

O líder do CHEGA apontou para as previsões inscritas na proposta de Orçamento do Estado para 2027, que estimam uma arrecadação fiscal de cerca de 70,67 mil milhões de euros, o equivalente a aproximadamente oito milhões de euros por hora.

“Não aumentam impostos, mas vão sacar de forma recorde no próximo ano”, criticou, numa referência à diferença entre a manutenção das taxas de tributação e o crescimento da receita fiscal prevista.

“Há dinheiro para pôr mais radares, mas não para baixar o IVA”

Ventura acusou o Governo de não apresentar medidas suficientes para aliviar os encargos dos automobilistas, numa altura em que, segundo afirmou, os preços dos combustíveis se encontram entre os mais elevados.

“Não há dinheiro para baixar o IVA, mas há dinheiro para pôr mais radares para roubar às pessoas”, declarou, questionando as prioridades orçamentais do Executivo.

O presidente do segundo maior partido estendeu as críticas às portagens, considerando que o Governo recusa aliviar os custos de circulação, mas mantém despesas públicas cuja justificação contestou.

“Não podemos baixar portagens, mas podemos dar subsídios sem saber a quem? Chama-se roubo de Estado e nós temos de o travar”, afirmou.

“Montenegro ri-se da pobreza dos portugueses”

O líder da oposição apontou o dedo a Montenegro e acusou-o de não compreender a dimensão das dificuldades económicas enfrentadas pelas famílias e de não apresentar respostas capazes de reduzir os encargos quotidianos.

“Montenegro ri-se da pobreza dos portugueses”, afirmou Ventura, que considerou que os custos suportados pelas famílias atingiram níveis “insuportáveis”.

O presidente do CHEGA colocou ainda em causa a capacidade política do chefe do Governo, afirmando que Montenegro “não tem grande qualidade para ser primeiro-ministro” e dirigindo-lhe uma mensagem de rutura: “Consigo já não dá”.

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