CHEGA contra Orçamento da Madeira sem diferencial de 30% do IVA

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.

© D.R.

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, declarou hoje que se o Orçamento Regional (OR) para 2027 não consagrar a aplicação do diferencial de 30% no Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) o partido vai votar contra a proposta.

“O CHEGA mais uma vez pede a aplicação do diferencial dos 30% no IVA”, disse o também deputado desta força partidária na Assembleia Legislativa da Madeira aos jornalistas, após a reunião com o secretário regional das Finanças, Duarte Freitas, no âmbito da preparação do OR.

O governante está hoje a ouvir as propostas de todos os partidos com assento no parlamento madeirense.

“Um Orçamento que não contemple esta medida para aliviar os madeirenses, para melhorar no custo de vida dos madeirenses – o CHEGA não poderá compactuar com um Orçamento desses e iremos votar contra, porque o que está em causa é um direito autonómico, consagrado na autonomia, que é a aplicação do diferencial fiscal de 30%”, afirmou.

O responsável regional do partido – que tem três lugares na Assembleia da Madeira, num universo de 47 parlamentares, depois de o anterior líder, Miguel Castro, ter passado a deputado não inscrito – argumentou que a aplicação deste diferencial “faz baixar diretamente o custo de todos os bens de consumo, daquilo que a população compra no geral”.

“O IVA é uma prioridade e é algo que tem de ser incluído no OR para baixar diretamente o preço final aos madeirenses”, reforçou, referindo-se ao poder que, no âmbito da autonomia, os Governos Regionais têm para reduzir os impostos através da aplicação do diferencial máximo de 30% (em relação ao continente).

Outra proposta defendida foi a definição do Porto Santo como aeroporto de contingência para os voos que divergem ou são cancelados na Madeira, sugerindo que façam escala naquela ilha e depois tenham uma ligação rápida para a ilha da Madeira até ao Caniçal (extremo leste).

Últimas de Economia

O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.
O preço dos combustíveis para transporte individual na União Europeia teve um aumento homólogo de 31,4%, em setembro, segundo dados do serviço estatístico europeu, Eurostat.
O preço mediano dos 37.854 alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 18,4% no segundo trimestre face ao período homólogo, para 2.445 euros por metro quadrado, divulgou o Instituto Nacional de Estatística.
Produzir em Portugal custa mais caro logo à partida. Os agricultores nacionais enfrentam um encargo adicional de quase 120 milhões de euros em combustível face aos concorrentes espanhóis, mesmo depois dos apoios públicos.
Ter filhos tornou-se um projeto cada vez mais difícil para os portugueses. O preço das casas e a instabilidade económica estão a adiar a formação de famílias, enquanto a natalidade continua abaixo do necessário para assegurar a renovação das gerações.
Mais de metade do valor que as famílias portuguesas pagam mensalmente pelo crédito à habitação destina-se a juros. A prestação média atingiu os 423 euros em setembro, dos quais cerca de 213 euros não servem para reduzir a dívida.
O Estado deverá gastar cerca de 10,2 milhões de euros em 2026 com pensões vitalícias atribuídas a antigos titulares de cargos políticos e ex-juízes do Tribunal Constitucional. A Caixa Geral de Aposentações contabiliza 281 beneficiários, dos quais 228 recebem mensalmente a prestação.
André Ventura acusou o Livre de incoerência política durante o debate de urgência sobre a habitação, esta quarta-feira, no Parlamento. O presidente do CHEGA criticou o voto contra a redução do IVA na construção, abordou os acampamentos de protesto e responsabilizou as políticas de imigração pelo agravamento da crise habitacional.
As reclamações dos consumidores de energia aumentaram 47% no terceiro trimestre deste ano, face ao período homólogo de 2025, apesar de terem diminuído 12% em relação aos três meses anteriores, segundo dados divulgados pela ERSE.