O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta quarta-feira, no plenário da Assembleia da República, o Governo de manter uma política fiscal que, na sua perspetiva, penaliza quem trabalha e agrava as dificuldades económicas das famílias.
“Não há nenhuma receita fiscal que não resulte do sacrifício dos portugueses”, afirmou, defendendo uma redução dos encargos suportados pelos contribuintes. O líder da oposição acusou ainda os governos socialistas de terem prejudicado fiscalmente os portugueses durante os oito anos em que o PS esteve no poder.
Ventura apontou o aumento do custo da alimentação como uma das principais preocupações e defendeu a subida do subsídio de refeição, argumentando que os rendimentos das famílias são insuficientes para acompanhar as despesas do dia a dia.
O presidente do CHEGA contestou também o aumento do IMI e criticou a receita arrecadada pelo Estado através das multas de trânsito, defendendo o fim do que classificou como um “esbulho” sobre os contribuintes.
Creches para todas as famílias
André Ventura voltou a abordar a imigração, alegando que mais de 1,5 milhões de pessoas entraram em Portugal com autorização das autoridades e acusando os governos de lhes concederem vantagens no acesso a creches, centros de saúde e hospitais.
O presidente do segundo maior partido contrapôs ainda o tratamento dado aos imigrantes à situação dos antigos combatentes e assumiu um compromisso para um Governo liderado pelo CHEGA: garantir que nenhuma família fica sem acesso a creche.
Ventura criticou igualmente as condições de vida dos trabalhadores e dos reformados, considerando inaceitável que os portugueses trabalhem cada vez mais sem conseguirem assegurar um nível de vida adequado.
O líder da oposição afirmou que o CHEGA estará disponível para aprovar medidas que considere favoráveis ao país, defendendo uma mudança de orientação política que permita reduzir os encargos das famílias.