CHEGA diz que se alguns se podem reformar aos 59 anos com pensões milionárias, todos os portugueses deveriam poder também

A reforma de Mário Centeno, aos 59 anos, com uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, leva o CHEGA a questionar as desigualdades no sistema de pensões: enquanto alguns responsáveis públicos conseguem reformar-se mais cedo e com valores elevados, a maioria dos portugueses tem de esperar até aos 66 anos e nove meses, recebendo, em muitos casos, pensões de apenas algumas centenas de euros.

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O CHEGA voltou a colocar em discussão as diferenças entre os regimes de reforma em Portugal, apontando o caso de Mário Centeno como exemplo das condições de aposentação de que podem beneficiar determinados responsáveis públicos.

Segundo o Correio da Manhã, o antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal teve atribuída, aos 59 anos, uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, ao abrigo do regime de previdência do banco central.

O valor contrasta com a realidade da generalidade dos trabalhadores portugueses, cuja idade normal de acesso à reforma está fixada nos 66 anos e nove meses em 2026, aumentando para 66 anos e 11 meses em 2027.

Quanto ao valor médio das pensões de velhice da Segurança Social continua muito distante dos cerca de 10 mil euros brutos mensais atribuídos a Mário Centeno. Segundo as estatísticas mensais da Segurança Social, a pensão média de velhice em Portugal era de 691,95 euros em setembro de 2026, abrangendo mais de dois milhões de pensionistas. Este valor representa menos de 7% dos cerca de 10 mil euros brutos mensais atribuídos a Mário Centeno. Enquanto o antigo governador do Banco de Portugal beneficia de um regime próprio de previdência, a generalidade dos reformados recebe, em média, menos de 700 euros mensais.

É neste contexto que o partido liderado por André Ventura questiona as diferenças entre os regimes de aposentação, defendendo que, se alguns portugueses podem reformar-se aos 59 anos com pensões elevadas, os restantes deveriam poder beneficiar de condições semelhantes.

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A reforma de Mário Centeno, aos 59 anos, com uma pensão de cerca de 10 mil euros brutos mensais, leva o CHEGA a questionar as desigualdades no sistema de pensões: enquanto alguns responsáveis públicos conseguem reformar-se mais cedo e com valores elevados, a maioria dos portugueses tem de esperar até aos 66 anos e nove meses, recebendo, em muitos casos, pensões de apenas algumas centenas de euros.
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