Profissionais da educação voltam hoje a manifestar-se em Lisboa

© Facebook

Professores e trabalhadores não docentes voltam hoje a manifestar-se em Lisboa, numa marcha organizada pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (Stop) em defesa da escola pública e por melhores condições de trabalho e salariais.

É a quarta manifestação promovida pelo Stop desde dezembro, quando iniciou também uma greve por tempo indeterminado que ainda se mantém, para exigir melhores condições para todos os profissionais das escolas, como um aumento salarial de 120 euros.

A marcha tem início marcado para as 14:00 em frente ao Palácio da Justiça, porque, explicou o coordenador nacional do Stop – estão “a exigir justiça” e prossegue até à residência oficial do primeiro-ministro.

O protesto deverá juntar-se depois à concentração do movimento Vida Justa, em frente à Assembleia da República, onde alguns professores e não docentes vão iniciar uma vigília de três dias, também organizada pelo Stop.

Em comunicado, o sindicato antecipou que, até terça-feira, estará ali acampada mais de uma centena de pessoas, “de boca amordaçada e os braços presos em sinal de protesto perante todos os ataques” que consideram estão a ser feitos contra a democracia e o direito à greve e “a uma escola pública de qualidade para todos que lá trabalham”.

Além de melhores condições de trabalho e salariais para os profissionais das escolas, o Stop reivindica também a recuperação dos mais de seis anos de tempo de serviço dos professores e o fim das vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões da carreira.

Contestam também a proposta do Governo para o novo modelo de recrutamento e colocação de docentes, que esteve em negociação com as organizações sindicais.

O processo negocial terminou na quarta-feira, sem acordo por parte dos representantes dos docentes. No final da reunião, o coordenador nacional do Stop, André Pestana, não adiantou se o sindicato iria pedir a negociação suplementar, mas considerou que os avanços, que diz terem sido conseguidos graças à contestação, foram, ainda assim, insuficientes.

“Manifestamente, é muito pouco para as questões centrais e que não estão a ser colocadas em cima da mesa”, sublinhou.

Na última marcha do Stop, em 28 de janeiro, que percorreu a Avenida 24 de Julho, desde o Ministério da Educação até aos jardins em frente à residência oficial do Presidente da República, o sindicato diz ter juntado mais de 100 mil pessoas.

Últimas do País

A Polícia Judiciária (PJ) deteve no aeroporto de Lisboa, por suspeita de tráfico de droga, uma mulher que transportava cerca de sete quilos de cocaína na bagagem.
O sindicato dos oficiais da PSP defende a substituição de polícias por civis em áreas administrativas, estimando uma poupança de 153 milhões de euros em 10 anos com a libertação de 2.500 polícias para funções exclusivamente operacionais.
O Tribunal de Aveiro absolveu hoje um casal por alegadas burlas de investimento com promessas de juros elevados que terão prejudicado 17 pessoas em quase 900 mil euros.
Um homem de 45 anos condenado por tráfico de droga e procurado pelas autoridades do Brasil foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) em Vila Franca de Xira, anunciou hoje a PJ.
O levantamento preliminar feito pelos serviços do Município da Marinha Grande aponta para mais de 118 milhões de euros os danos na sequência do mau tempo, anunciou hoje aquela autarquia do distrito de Leiria.
O Município de Alenquer, no distrito de Lisboa, contabilizou um prejuízo de 14 milhões de euros com os estragos provocados pelo mau tempo registado nas últimas semanas, disse esta terça-feira o seu presidente.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) está a investigar um furto de gado numa propriedade situada na freguesia de Selmes, no concelho de Vidigueira, distrito de Beja, disse esta terça-feira, dia 24 de fevereiro, à agência Lusa fonte daquela força de segurança.
Apenas quatro em cada dez professores em Portugal se sentem preparados para dar aulas a alunos com Necessidades Educativas Específicas (NEE), alertou a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), citando vários estudos.
Os primeiros 15 dias de fevereiro já fizeram deste mês o mais chuvoso dos últimos 47 anos, revelou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), avançando que os últimos quatro anos foram excecionalmente chuvosos.
Sete jovens, com idades entre 16 e 17 anos, foram detidos no domingo, na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa, por suspeitas da prática de três crimes de roubo qualificado com recurso a violência, anunciou a PSP.