“Prefiro perder votos a perder princípios”, afirma Ventura

André Ventura voltou a marcar território e deixou o aviso: não abdica de princípios para conquistar eleitorado. Em Ourém, o líder do CHEGA afirmou-se como o único candidato capaz de liderar a direita sem cedências.

© Folha Nacional

Em Ourém, André Ventura voltou a afirmar-se como o único candidato capaz de liderar todo o espaço da direita, assumindo que não abdica de princípios para conquistar votos. O líder do CHEGA traçou um paralelo com Freitas do Amaral em 1986, mas marcou distância: “Prefiro manter os princípios, mesmo que isso custe votos”, afirmou.

Comentando as sondagens, Ventura disse querer alargar o apoio para lá do eleitorado do CHEGA, apontando aos eleitores da AD que não se revêem na candidatura de Marques Mendes. Ainda assim, evitou eleger um adversário direto, garantindo que “o maior adversário” é ele próprio.

O candidato presidencial aproveitou a ação de campanha para atacar Henrique Gouveia e Melo, criticando as ligações a figuras como Isaltino Morais e Rui Rio, e não resistiu a uma ironia: “O barco dele vai por baixo, o meu vai por cima”.

Questionado sobre a campanha, Ventura prometeu total transparência, garantindo que todos os donativos serão divulgados publicamente e desafiando os restantes candidatos a fazer o mesmo.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEG anunciou hoje o pedido de audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, do secretário-geral adjunto demissionário António Pombeiro e do general Paulo Viegas Nunes, questionando a “integridade” desta escolha para o SIRESP.
O líder do CHEGA criticou hoje a “estratégia caricata” de Luís Montenegro de “recusar em público” as principais exigências do partido para rever a lei laboral, mas sem se excluir das negociações.
Demitiu-se do cargo, na sexta-feira, o secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro. Foi o seu segundo pedido de demissão apresentado no espaço de um mês.
O presidente do CHEGA afirmou esta sexta-feira que “o bloco central de interesses” continua a impedir o apuramento da verdade sobre as FP-25, defendendo no Parlamento que Portugal continua sem conhecer toda a verdade sobre um dos períodos mais polémicos da democracia portuguesa.
O Parlamento aprovou hoje na generalidade uma recomendação do CHEGA que propõe ao Governo a transformação do Dia da Defesa Nacional em semana.
O Conselho Nacional do CHEGA propôs a rejeição da reforma laboral e da reforma do Estado, apresentadas pelo Governo, considerando que estes diplomas "não podem contar com o voto favorável" do partido.
O presidente do CHEGA pediu aos militantes, na intervenção de abertura do Conselho Nacional do CHEGA, responsabilidade e união, propondo que o partido se junte "por Portugal nestes próximos meses”.
O líder do CHEGA diz que mais de 90% dos contratos públicos podem escapar ao controlo prévio e acusa PSD e PS de enfraquecerem a fiscalização do dinheiro dos portugueses.
Os alertas surgem numa altura em que continuam a multiplicar-se investigações relacionadas com corrupção, contratação pública e utilização de fundos públicos em Portugal.
Raul Cunha, ex-presidente da Câmara de Fafe, eleito pelo PS, e membros do antigo executivo municipal vão responder em tribunal por alegados crimes ligados a contratação pública e negócios com uma cooperativa participada pelo próprio município.