Portugal vai pagar 40 mil euros a três cidadãos por más condições de detenção

©D.R.

O Estado português aceitou pagar um total de 40 mil euros a três cidadãos que apresentaram queixa ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) pelas condições inadequadas de detenção a que foram submetidos, informou hoje o TEDH.

Segundo o acordo proposto pelo Governo, que reconheceu perante o TEDH as condições inadequadas de detenção, Carlos Gabriel Guedes Rosa vai receber 14 mil euros e João Lopes da Silva Soares e Fernando Tavares Semedo 13 mil euros.

Ao tomar conhecimento das queixas, o governo português informou o tribunal europeu que se propunha unilateralmente a resolver as questões levantadas pelas participações e solicitou-lhe ainda que retirasse as queixas ao abrigo do artigo 37 da Convenção dos Direitos Humanos que prevê as situações em que os casos podem ser arquivados.

O governo português ofereceu-se, em contrapartida pelo arquivamento, a pagar, num prazo de três meses, aos três requerentes quantias monetárias compatíveis com anteriores decisões similares e convidou o TEDH a riscar as queixas da lista de processos a serem apreciados naquele tribunal europeu. Ou seja, o pagamento constituiria a resolução final dos casos.

Os três requerentes, representados pelo advogado Vítor Carreto, discordaram dos termos da proposta do governo português, exigindo uma indemnização superior, tendo o TEDH considerado existir “jurisprudência clara e extensa sobre queixas relacionadas com as condições inadequadas de detenção”, nomeadamente o “caso Petrescu versus Portugal”, pelo que entendeu não ser necessário examinar separadamente as queixas.

Por isso, decidiu, por unanimidade, juntar-se à proposta do executivo português, assegurando apenas o cumprimento dos pagamentos e restantes compromissos assumidos pelo Estado português.

A decisão foi tomada pelo comité da quarta secção do TEDH presidido pelo arménio Armen Harutyunyan.

Últimas do País

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) suspendeu um entreposto ilegal e apreendeu 76 toneladas de géneros alimentícios, no distrito de Braga, indicou hoje esta autoridade.
O aviso amarelo, devido ao calor, que abrange hoje os distritos de Bragança, Vila Real, Viseu e Guarda será estendido na quarta-feira a mais cinco distritos, informou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A PSP acredita ter neutralizado uma célula que tentava introduzir droga em Lisboa, no âmbito de uma operação da Divisão de Investigação Criminal que resultou na detenção de dois homens e apreensão de 37 quilogramas de haxixe e várias armas.
Alunos com necessidades específicas estão sem resposta adequada no sistema educativo português por falta de vagas, segundo o Movimento Cidadão Diferente, que escreveu ao Ministério da Educação a pedir soluções para vários casos denunciados por famílias afetadas.
A Proteção Civil recomendou hoje que quem se desloque ao Parque Natural de Montesinho, em Bragança, para observar o eclipse solar de quarta-feira estacione o carro apenas em locais sinalizados e não fume, para prevenir incêndios.
A PSP intercetou um homem de 29 anos em Vila Franca de Xira, suspeito de vários crimes de dano e sobre o qual pendia um mandado de detenção, que não foi possível cumprir devido às férias judiciais.
Um estudo da Knight Frank revela que os preços das casas em Portugal cresceram 16,5% no primeiro trimestre, em termos homólogos, registando a 4.ª maior valorização nominal anual entre 55 mercados analisados.
Os Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande estão a funcionar, provisoriamente, desde sexta-feira, num edifício cedido pela autarquia na zona industrial do concelho, enquanto aguardam a reparação da cobertura do quartel danificado pela tempestade Kristin.
Um sismo de magnitude 3,5 na escala de Richter foi sentido esta madrugada nos concelhos de Ourique e Almodôvar (Beja), assim como em Santiago do Cacém (Setúbal), informou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Cidadãos que perderam as suas poupanças devido à extinção do antigo banco BES reuniram-se hoje em protesto em Espinho, para exigirem do Estado a restituição de valores entre 10 milhões e centenas de milhões de euros.