Sindicato de docentes licenciados acusa tutela de apresentar “mão cheia de nada”

©SPLIU

O Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades (SPLIU) considera que as propostas apresentadas hoje pelo ministério da Educação são “uma mão cheia de nada” para milhares de docentes.

O Ministério da Educação apresentou hoje aos sindicatos uma proposta para corrigir problemas provocados pelos mais de nove anos de congelamento das carreiras, que ocorreram durante a crise económica que começou em 2008.

O ministério propôs aos docentes afetados pelo congelamento das carreiras que ficaram retidos no 4.º e 6.º escalão a extinção dessas vagas e a contagem dos anos que estiveram bloqueados para efeitos de progressão.

Já no caso dos docentes que chegaram ao 7.º escalão sem ficarem retidos no 4.º e 6.º escalões, a tutela quer retirar um ano ao tempo do escalão em que se encontram atualmente para que também possam progredir mais rapidamente.

Em comunicado enviado para a Lusa, o SPLIU defende que as “propostas do ME são uma mão cheia de nada e pejada de arbitrariedades para milhares de professores”.

Para o sindicato, a proposta da tutela fica “muitíssimo aquém da recuperação total do tempo de serviço subtraído aos professores”, que vem sendo reivindicado por todos os sindicatos.

Sobre a recuperação integral dos mais de nove anos de tempo de serviço, os docentes conseguiram em 2019 recuperar dois anos, nove meses e 18 dias, estando agora a exigir a contagem dos restantes seis anos, seis meses e 23 dias.

Outro dos problemas identificados pelo SPLIU na propostas da tutela está no facto de ao utilizar as vagas de acesso aos 5º e 7º escalões vai “gerar ainda mais assimetrias, desigualdades, arbitrariedades, e, consequentemente, injustiças”.

Para o SPLIU, o Governo deveria ter aceite a reivindicação dos sindicatos que exigem o fim das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões, em vez de apresentar “uma medida transitória” para mitigar os efeitos do congelamento.

Últimas do País

Dois jovens, de 16 e 20 anos, foram detidos e um outro, de 14, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por furto de palha no interior de uma propriedade agrícola, em Serpa. Foram encontrados a abandonar o local "numa carroça".
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".
O homem de 45 anos detido em Lisboa por suspeitas de sete crimes de abuso sexual de menores sobre a sua sobrinha de 16 anos, ficou em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.