Não podemos dar aos refugiados mais do que damos aos pensionistas portugueses, diz Ventura

O Presidente do CHEGA visitou no último sábado a zona do Bairro Alto, em Lisboa, para ver de perto alguns dos problemas de habitação da capital e para falar aos jornalistas sobre o mesmo assunto. O tema da imigração e do ataque ao centro ismaili, em Lisboa, voltou, no entanto, a provocar alguns comentários a André Ventura. 

‘Ainda não sabemos exatamente os contornos do crime, fala-se em crime isolado, passional, e ao mesmo tempo, segundo alguma imprensa, as autoridades desconfiam de ligações ao Estado Islâmico e o Ministério Público não descarta a hipótese de terrorismo. Está tudo em aberto, mas devemos ser proativos em matéria de segurança e imigração’, referiu Ventura. 

O Presidente do CHEGA não quer ficar apenas pelo debate sobre imigração e de acolhimento aos refugiados, que tem de ser digno e apropriado, mas deve ao mesmo tempo ser seguro e devidamente integrado na realidade portuguesa. ‘É muito importante receber bem e de forma segura os imigrantes e os refugiados que chegam a Portugal, mas temos de ser prudentes e racionais: não faz sentido que haja mais apoios para refugiados ou para imigrantes do que para os pensionistas portugueses que, como todos sabem, recebem pensões de miséria com as quais é impossível subsistir hoje em dia’, concluiu. 

‘Estamos a fazer precisamente o contrário: deixar entrar praticamente toda a gente, com pouco ou nenhum controlo, e sem os integrar devidamente, o que acaba por ser o pior dos cenários, para quem entra e para quem já cá vivia’, rematou o Presidente do CHEGA. 

Últimas de Política Nacional

O candidato presidencial e líder do CHEGA remeteu hoje para “a consciência” do presidente do PSD e primeiro-ministro uma decisão sobre um eventual apoio à sua candidatura, num cenário de segunda volta que o opôs a António José Seguro.
O número de eleitores recenseados para as eleições de 18 de janeiro é de 11.039.672, mais 174.662 votantes do que nas presidenciais de 2021, segundo a atualização final do recenseamento eleitoral.
Sem voto postal e com queixas de boletins que não chegam, um em cada seis eleitores pode ficar fora das presidenciais. A Folha Nacional sabe que cidadãos portugueses no estrangeiro estão a alertar para falhas no processo.
O candidato presidencial apoiado pelo CHEGA lamentou hoje a “inoportunidade” do Conselho de Estado, no qual vai participar, e onde pretende transmitir ao Presidente da República que devia ter tido uma “ação firme” com o Governo na saúde.
O presidente da República promulgou, esta quinta-feira, o diploma que prevê a centralização dos serviços de urgência externa no Serviço Nacional de Saúde (SNS), as chamadas urgências de âmbito regional.
O candidato presidencial André Ventura afirmou que o primeiro-ministro ignorar um pedido de demissão de um ministro feito pelo Presidente da República resultaria num “cenário de conflito aberto”.
O Conselho de Estado vai reunir-se hoje, no Palácio de Belém, para analisar a situação internacional e em particular na Ucrânia, tema que motivou a convocatória do Presidente da República, ao qual entretanto juntou a Venezuela.
Depois de três mortes em 24 horas à espera de socorro, Pedro Pinto acusou o Governo de incompetência e de conduzir o SNS para um colapso sem precedentes.
O presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (CHEGA), ordenou a suspensão imediata de dois dirigentes municipais na sequência de denúncias graves de assédio moral e ameaças feitas por trabalhadoras da autarquia.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou esta quinta-feira buscas na Câmara Municipal de Setúbal. A presidente da autarquia, Dores Meira, deverá ser constituída arguida num inquérito relacionado com o recebimento de ajudas de custo, apesar de dispor de viatura oficial.