Greve ao trabalho suplementar dos inspetores da PJ com adesão “elevada”

©facebook/pjudiciaria

A greve ao trabalho suplementar dos inspetores da Polícia Judiciária que começou a 01 de abril está a ter uma adesão “bastante elevada”, ultrapassando os 75%, disse hoje à Lusa a presidente do sindicato que representa aqueles trabalhadores.

“A greve está a ser bastante elevada e assim se manterá porque o que reivindicamos é mais do que justo. Todo o trabalho que fazemos além das 35 horas semanais, durante a noite e fim de semana, deve ser pago de acordo com a lei e não a um valor irrisório de 3,61 euros”, precisou Carla Pinto.

A presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (ASFIC/PJ) avançou que a adesão à greve “ultrapassa os 75%” e que a paralisação às horas extraordinárias vai prolongar-se por tempo indeterminado até que o problema seja resolvido.

Um dos principais motivos da greve, que começou a 01 de abril e afeta o trabalho das unidades de prevenção e todo o trabalho prestado fora do horário normal, ou seja, entre as 12:30 e as 14:00 e entre as 17:30 e as 09:00, é a não atualização pela tutela do referencial dos valores dos suplementos de piquete e prevenção.

Segundo a ASFIC/PJ, em alguns casos um inspetor acaba por receber num serviço de piquete ao fim de semana um valor abaixo da remuneração mínima garantida, traduzindo-se num “valor ilíquido e indigno de 3,61 euros” por hora de trabalho.

A falta de regulamentação do estatuto das carreiras especiais e a estagnação das negociações com a direção e o Ministério da Justiça são outros motivos da greve ao trabalho suplementar.

No pré-aviso de greve, a ASFIC/PJ invocava também a recusa de autorização da passagem à disponibilidade quando um trabalhador atinja os 55 anos de idade e os 36 anos de serviço.

Este ponto que ficou entretanto resolvido com a publicação, na terça-feira em Diário da República, do despacho do Governo que autoriza o contingente de 95 elementos da carreira de investigação criminal da PJ para passagem à situação de disponibilidade.

Últimas do País

O CHEGA apresentou um projeto de lei no Parlamento que pretende alterar os critérios de acesso às creches financiadas pelo Estado, defendendo a introdução de um princípio de prioridade nacional na atribuição de vagas.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou na sexta-feira, primeiro dia da ‘Operação Páscoa’, 236 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, cinco feridos graves e 68 ligeiros, anunciou hoje a força militar, adiantando terem sido fiscalizados sete mil condutores.
A PSP deteve, esta semana em Lisboa, seis carteiristas, anunciou hoje a polícia, que pediu à população para adotar comportamentos preventivos especialmente em zonas de elevada afluência turística.
Mais de 9.400 utentes com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram sinalizados pelo INEM em 2025, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, revelou esta quinta-feira o instituto.
Uma estrutura que congrega os maiores sindicatos e associações das forças e serviços de segurança vai realizar a 16 de abril de uma concentração em frente à residência do primeiro-ministro em Lisboa para protestar contra o corte nas reformas.
Entram discretamente, vivem em zonas de luxo, movimentam milhões e deixam um rasto de violência. O Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do mundo, está cada vez mais presente em Portugal e as autoridades já olham para o fenómeno com crescente preocupação.
A operação ‘Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026’ da PSP fez, nos últimos sete dias, 713 detenções, das quais 201 por condução em veículo em estado de embriaguez, e registou perto de quatro mil infrações rodoviárias.
Portugal regista, em média, 40 assaltos a casas por dia, incluindo centenas de casos com recurso a violência e armas de fogo. No total, quase 15 mil residências foram assaltadas num ano, segundo o RASI.
O CHEGA apresentou no Parlamento uma proposta para alterar a lei da videovigilância, defendendo a possibilidade de utilização de dados biométricos como forma de reforçar a prevenção de atos terroristas em Portugal.
Um homem de 34 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) e ficou em prisão preventiva por indícios de abuso sexual agravado de um menino de dois anos, informou hoje o Ministério Público (MP).