TAP: Frederico Pinheiro vai entregar telemóvel de serviço à PJ

© Folha Nacional

O ex-adjunto do ministro das Infraestruturas, Frederico Pinheiro, concordou hoje entregar o telemóvel de serviço à Polícia Judiciária (PJ), para tentar recuperar mensagens apagadas no âmbito de uma intervenção que disse ter sido pedida pela chefe de gabinete.

A concordância foi dada por Frederico Pinheiro, na comissão parlamentar de inquérito à TAP, após sugestão do CHEGA, que entendeu que o telemóvel, “cujos elementos foram apagados, é um elemento decisivo para o apuramento da verdade”.

“Penso que face à centralidade do documento [eletrónico] e da possibilidade da PJ, através do seu centro informático, recuperar algumas das mensagens, […] seria decisivo para o apuramento da verdade” deixar o telemóvel com a comissão de inquérito ou com a PJ com a assinatura da CPI, sugeriu André Ventura.

Frederico Pinheiro lembrou que o telemóvel não é seu e que está a aguardar agendamento para entrega do equipamento ao Estado.

“O telemóvel foi formatado por mim, até porque continha informação classificada e que, de imediato, obviamente, fui apagando do meu telemóvel após o meu afastamento do Ministério das Infraestruturas”, referiu Frederico Pinheiro.

O presidente da comissão de inquérito, António Lacerda Sales, explicou que, para que a comissão ficasse com o telemóvel, seria necessário comunicar aos órgãos de polícia criminal para recolher o equipamento, a menos que o ex-adjunto entendesse entregá-lo à polícia, sob assinatura da comissão de inquérito.

Frederico Pinheiro, depois de conferenciar com o seu advogado João Nabais, acabou por concordar com esta sugestão.

“Fica então assim definido”, respondeu Lacerda Sales.

Últimas de Economia

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 3,5% em fevereiro, face ao mesmo mês de 2025, devido à redução dos preços da energia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.
O Banco Central Europeu recebeu 416 denúncias de infrações em 2025, um número semelhante às 421 de 2024, mas superior às 355 de 2023, indica um relatório da instituição divulgado hoje.
As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.
Os títulos de dívida emitidos por entidades residentes totalizavam 325.700 milhões de euros no final de fevereiro, mais 3.900 milhões de euros do que no mês anterior, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
Vários agricultores do Vale da Vilariça, no concelho de Vila Flor, ficaram sem gasóleo agrícola para trabalhar, durante alguns dias, por ter esgotado nas gasolineiras da região, estando apenas, hoje, a ser reabastecidos.
O preço eficiente do gasóleo simples em Portugal ultrapassa os dois euros por litro esta semana, enquanto o da gasolina simples 95 se aproxima desse valor, segundo a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
O investimento em construção aumentou 5,5% em 2025 e totalizou 28.012 milhões de euros, e o valor acrescentado bruto cresceu 1,7%, para 9.940 milhões de euros, ambos face a 2024, segundo a associação AICCOPN.