Docentes arrancam hoje em caravana pela EN2 para exigir recuperação do tempo de serviço

©FENPROF

A caravana de professores que vai percorrer a Estrada Nacional (EN) 2 durante uma semana arranca hoje de Chaves, numa iniciativa organizada pela plataforma sindical para reivindicar a recuperação do tempo de serviço.

“Ao longo de seis dias e meio, as várias organizações sindicais levam a todo o país, através da EN2, os problemas da escola pública e da profissão docente que o Governo entende não resolver, ou pelo menos nem sequer dialogar”, explicou, na semana passada, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

A iniciativa é da plataforma que junta nove organizações sindicais do setor da Educação, e da qual a Fenprof faz parte.

Com chegada a Faro em 30 de maio, a “caravana pela EN2”, como lhe chamam os docentes, incluirá cinco a seis paragens por dia, com ações junto dos professores, encontros com alunos, encarregados de educação e a população em geral, e plenários.

De acordo Manuel Nobre, do sindicato da Zona Sul da Fenprof, o percurso pelo país procura “corresponder, de certa forma, aos seis anos e meio de tempo de serviço que os professores trabalharam, mas que o Governo não quer considerar”.

A reposição integral do tempo de serviço (seis anos, seis meses e 23 dias) é uma das principais reivindicações das organizações sindicais, que já se disponibilizaram para negociar com o Ministério da Educação uma solução com vista à recuperação desse tempo de serviço de forma faseada.

A plataforma de organizações sindicais já agendou uma greve nacional e duas grandes manifestações para o dia 06 de junho, no Porto e em Lisboa, numa data que o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, antecipa que se tornará histórica, seja pela grande mobilização dos professores ou por ser possível chegar, finalmente, a um acordo com a tutela.

Se o acordo não acontecer, está também em cima da mesa a greve às avaliações finais, que arrancam em 16 de junho para o 9.º ano e em 19 de junho para os alunos do ensino secundário.

Além da Fenprof, fazem parte da plataforma Federação Nacional da Educação, a Associação Sindical de Professores Licenciados, a Pró-Ordem dos Professores, Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados, Sindicato Nacional dos Profissionais de Educação, Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, Sindicato Independente dos Professores e Educadores e Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades.

Últimas do País

O relatório identifica falhas na escolha de procedimentos e adjudicações repetidas num universo de 12,6 milhões de euros.
Os furtos por carteiristas aumentaram em 2025, com 7.443 ocorrências registadas, a maioria nos distritos de Lisboa e do Porto, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI).
A proposta do CHEGA para a realização de uma auditoria independente às contas e contratações da Câmara Municipal de Oeiras foi chumbada, poucos dias depois de ter sido conhecida a acusação do Ministério Público que envolve Isaltino Morais e mais 22 arguidos por alegado uso indevido de cerca de 150 mil euros em despesas com refeições.
Um homem, de 41 anos, foi detido pela PSP por suspeitas de exercer violência doméstica contra a companheira e a mãe, nas Furnas, no concelho da Povoação, nos Açores, revelou hoje aquela força de segurança.
Mais de uma centena de bombeiros estão a combater um incêndio florestal em Aveiro, não havendo casas em risco, informou fonte dos Bombeiros.
A coordenadora da Equipa de Análise Retrospetiva de Homicídio em Violência Doméstica defendeu hoje que as audições para memória futura, previstas na proposta do Governo para as vítimas de violência doméstica, sejam alargadas a pessoas com outras vulnerabilidades.
A Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores (FEPONS) apelou esta terça-feira a um reforço da segurança dos banhistas durante as férias da Páscoa, considerado o período mais crítico para o afogamento nas praias ainda sem vigilância.
A União Europeia registou em 2025 a pior época de incêndios mais devastadora desde que há registos, com 1.079 milhões de hectares ardidos, quase metade (460.585) em Portugal e Espanha, segundo dados esta terça-feira divulgados.
O Relatório Anual de Segurança Interna confirma aumento dos crimes participados. Roubo domina criminalidade violenta e violação atinge máximo da última década.
A Guarda Nacional República alertou hoje para o "peso psicológico profundo" nos militares que trabalham na área da violência doméstica, pela exposição continua a traumas, um fator de risco para esgotamentos e que pode afastar profissionais.