Operação Fizz: Decisão desfavorável do STJ deixa procurador Orlando Figueira mais perto da prisão

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou hoje a reclamação do procurador Orlando Figueira sobre o recente acórdão que tinha recusado um recurso relativo à sua condenação no processo Operação Fizz.

“Acorda-se em indeferir, por falta de fundamento, a arguição da invocada nulidade de omissão de pronúncia do acórdão deste Supremo Tribunal”, lê-se na decisão da conferência de juízes conselheiros da 3.ª secção criminal do STJ, que poderá fazer esgotar as possibilidades legais de Orlando Figueira evitar o trânsito em julgado da sentença, na qual foi condenado em 2018 a uma pena de prisão de seis anos e oito meses, confirmada pela Relação de Lisboa em 2021.

Segundo o acórdão proferido na quarta-feira, a que a Lusa teve hoje acesso, os juízes da 3.ª Secção disseram compreender “o desapontamento do arguido” perante a condenação em primeira instância e posterior validação pelo Tribunal da Relação de Lisboa, lembrando que tal situação já não permitia recurso para o STJ: “Não pode valer tudo e ninguém está acima da lei, aplicando-se as normas processuais a todos os arguidos”.

Fonte judicial contactada pela Lusa admitiu que a defesa de Orlando Figueira poderá ainda tentar recorrer ao plenário desta instância, para adiar o cumprimento da pena. No entanto, a mesma fonte referiu que o trânsito em julgado da sentença é praticamente inevitável, podendo ser inclusivamente realizado pelo STJ antes de o processo descer à primeira instância para posterior emissão de mandado para cumprimento da pena.

Em dezembro de 2022, o Tribunal Constitucional (TC) tinha também rejeitado um recurso da defesa de Orlando Figueira, o que abriria caminho ao trânsito em julgado da condenação.

Contudo, um outro recurso apresentado pelo procurador havia sido entretanto aceite pela Relação de Lisboa para subir ao STJ, com efeitos suspensivos, impedindo dessa forma o trânsito em julgado após a decisão do TC. E foi a esse recurso e à posterior reclamação da defesa de Orlando Figueira que o Supremo não deu razão.

Últimas do País

Um homem, de 23 anos, foi detido pela PSP e ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter agredido a ex-companheira, de 39, depois de ter forçado a entrada na sua casa, em Beja, foi hoje divulgado.
O Tribunal de Ponte de Lima decretou prisão preventiva para um jovem de 27 anos, suspeito de atear cinco focos de incêndio em Ponte de Lima, "num curto espaço de tempo", revelou hoje a GNR.
O Governo está a preparar uma nova Estratégia Nacional para as Comunidades Ciganas, com medidas nas áreas da educação, habitação, emprego, saúde, associativismo e mediação intercultural, mas continua sem revelar quanto custará o plano aos contribuintes.
O acolhimento de cada refugiado em Portugal pode representar uma despesa pública próxima dos 12 mil euros por ano, considerando os custos com alojamento, alimentação, acompanhamento social e acesso aos cuidados de saúde.
Português de 41 anos fugiu após o homicídio, ocorrido em agosto do ano passado, mas acabou localizado no sul de França. Foi extraditado para Portugal e ficou em prisão preventiva.
A Câmara de Manteigas está a efetuar interrupções programadas no abastecimento de água na zona norte da sede do concelho na sequência da redução do caudal das nascentes que abastecem um dos reservatórios que servem aquela vila.
Operação em Loulé e Albufeira terminou com três detenções, dezenas de buscas e a apreensão de droga, dinheiro, notas falsas e material usado no tráfico. Outros três suspeitos foram constituídos arguidos.
A mulher procurada no Brasil para cumprir pena por tortura e rapto e que foi detida nos Açores ficou "em prisão preventiva a aguardar a tramitação do processo de extradição", disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Dois homens foram detidos no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, na posse de cocaína proveniente de um país da América Central. A droga tinha um elevado grau de pureza e seria suficiente para abastecer o mercado ilícito com pelo menos 610 mil doses individuais.
O partido liderado por André Ventura requereu uma Comissão Parlamentar de Inquérito para escrutinar os três mandatos do atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária. Em causa estão contratos públicos, a 'Operação Pacoba', alegados conflitos de interesses e o afastamento da PJ da 'Operação Influencer'.