Medina alerta para resultados orçamentais “significativamente piores” no 2.º trimestre

© Folha Nacional

O ministro das Finanças avisou hoje que os resultados orçamentais do segundo trimestre serão significativamente piores do que os registados nos primeiros três meses do ano.

As declarações de Fernando Medina ocorreram na Comissão de Orçamento e Finanças (COF), no parlamento, quando questionado sobre as contas públicas pelo deputado da Iniciativa Liberal (IL) João Cotrim Figueiredo.

“Quando se for analisar as contas trimestrais do segundo trimestre serão significativamente piores do que no primeiro trimestre”, disse o titular da pasta das Finanças.

O governante reafirmou a ideia de que algumas medidas de apoio vão entrar nas contas do primeiro trimestre e só irão pesar no saldo orçamental do segundo trimestre, pelo que as projeções do défice anual terão de ter isso em atenção.

O Estado registou um excedente orçamental de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em contas nacionais, divulgou na sexta-feira passada o Instituto Nacional de Estatística (INE), o que compara com um défice de 0,6% no período homólogo.

O Governo prevê para este ano um défice orçamental de 0,4% do PIB, resultado igual ao registado no ano passado.

Últimas de Economia

Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.