Plano de mobilidade será apresentado na próxima semana, garante ministra

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O plano de mobilidade para a Jornada Mundial da Juventude será apresentado na próxima semana, disse hoje a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, adiantando que está previsto um reforço de 11% nos transportes públicos.

A informação foi avançada por Ana Catarina Mendes durante um debate de urgência no parlamento, requerido pela Iniciativa Liberal, sobre a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto em Lisboa.

Em resposta às preocupações levantadas pelos grupos parlamentares da oposição, que criticaram sobretudo a ausência de planos de mobilidade e de segurança a menos de um mês do início do evento, a ministra assegurou que “estão concluídos no tempo útil àquele que o grupo de projeto se propôs”.

Referindo-se, em concreto, ao plano de mobilidade, Ana Catarina Mendes disse que será apresentado na próxima semana e adiantou alguns detalhes, como o reforço da oferta pública de transportes em cerca de 11%, de forma a assegurar que “servirá não penas os peregrinos, mas todos os que visitam, trabalham e vivem” na capital.

Sem confirmar a localização, disse também que foram já definidos 6.200 lugares de estacionamento para autocarros, a uma distância percorrível a pé dos locais onde se realizarão eventos no âmbito da Jornada.

Quanto a eventuais constrangimentos na circulação rodoviária, a governante assegurou que não aplicam à rede de cuidados continuados, serviços de segurança e apoio domiciliário.

Também o plano de segurança está concluído, de acordo com a ministra, e será apresentado “nos próximos dias”.

Já tinha sido anunciada a reposição das fronteiras (terrestres, aéreas e marítimas) com controlo documental e Ana Catarina Mendes sublinhou a mobilização de mais de 10 mil operacionais de segurança, em cooperação estreita com forças de segurança de outros países.

Na abertura do debate, a deputada liberal Patrícia Gilvaz considerou que, no que respeita à preparação e organização do evento, “não faltam preocupações” e acusou o Governo de impreparação.

Além das preocupações manifestadas com os planos de mobilidade, segurança e saúde, a deputada questionou também o executivo sobre o custo do evento, à semelhança de outros grupos como o Chega e o PCP.

No tempo reservado à sua intervenção, a ministra não fez referência ao tema, mas respondeu às declarações de André Ventura, do Chega, sobre a inscrição de peregrinos provenientes de países do Médio Oriente.

Defendendo “respeito a todos os que nos vão visitar”, Ana Catarina Mendes disse confirmou a inscrição de 1.547 peregrinos provenientes daquela zona, que correspondem a 0,47% do total dos inscritos. “Não vale a pena o alarme social que está a criar”, sublinhou.

Lisboa foi a cidade escolhida pelo Papa Francisco para a próxima edição da JMJ, que vai decorrer entre os dias 01 e 06 de agosto, com as principais cerimónias a terem lugar no Parque Eduardo VII e no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, tendo já passado por Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

A edição deste ano esteve inicialmente prevista para 2022, mas foi adiada devido à pandemia de covid-19.

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