Associação de Discotecas quer operadores da noite a cumprir horários

© D.R.

A Associação Discotecas Nacional (ADN) apelou hoje a que os operadores da diversão noturna de Lisboa cumpram os horários de encerramento durante a semana da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em agosto, para garantir a segurança das pessoas.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ADN, José Gouveia, adiantou que após a reunião realizada na terça-feira com representantes das forças de segurança envolvidos na organização da JMJ, da Câmara de Lisboa e das esquadras da Misericórdia e Calvário, ficou ciente da “importância de sensibilizar os operadores da noite” para o cumprimento de horários.

José Gouveia lembrou que a associação desde sempre faz esse trabalho de sensibilização, mas que nesta altura, e tendo em conta o evento que se aproxima, e de forma “a garantir a segurança das pessoas”, é preciso “da parte dos operadores da noite fazerem cumprir horários e regras”.

De acordo com o responsável, o facto de os estabelecimentos não fecharem todos à mesma hora pode gerar insegurança, já que a PSP “não tem contingente para haver um polícia para cada cidadão”.

“É também preciso, da parte dos operadores, que tenham em atenção se os sistemas de CCTV [câmaras de videovigilância] estão em condições de funcionamento porque é fundamental que a nossa defesa esteja preparada se acontecer alguma coisa”, explicou.

No entanto, José Gouveia disse não acreditar que os peregrinos que se deslocam à JMJ sejam “grandes frequentadores da noite” pelo próprio programa da jornada, com “vigílias, outros compromissos” noturnos, além dos horários dos transportes, para que possam chegar aos sítios onde vão ficar instalados “a tempo e horas”.

“Não se acredita que haja aqui efetivamente uma grande movimentação de peregrinos na noite de Lisboa. Contudo, existe uma franja que é o antes e o depois. Pode haver pessoas que vêm antes e pessoas que ficarão após a jornada. E esses também devem ser tidos em conta e os operadores devem estar preparados também para esse facto”, sublinhou.

José Gouveia garantiu que as forças de segurança e o setor “estão em convergência” para que não haja incidentes, sendo necessário passar, uma vez mais, a mensagem de sensibilização de todos para o evento, pois “é preciso uma noite tranquila e saudável” para que “tudo corra bem” e que quem participe na JMJ “saia com uma imagem o mais positiva possível da noite de Lisboa”.

Considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, a JMJ vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Últimas do País

O homem detido por lançar um engenho incendiário contra participantes da Marcha pela Vida é professor de Belas-Artes e militante do PS, estando indiciado por crimes de natureza terrorista.
Um homem de 22 anos foi detido pela PSP da Ribeira Grande, nos Açores, por estar "fortemente indiciado" por violência doméstica contra a ex-namorada, tendo ficado em prisão preventiva, foi hoje anunciado.
O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, a mais afetada pelo mau tempo, admitiu hoje que as árvores que ainda estão caídas podem não ser retiradas até final de junho, apesar dos esforços.
Um homem de 50 anos foi baleado na perna por dois suspeitos encapuzados que dispararam a partir de um carro e fugiram de imediato, numa tentativa de homicídio que está agora sob investigação da Polícia Judiciária.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve o suspeito do ataque ocorrido na ‘Marcha pela Vida’, junto à Assembleia da República, num caso que poderá configurar crime de natureza terrorista.
Dois homens, tio e sobrinho, vão ser julgados em Leiria por tráfico de droga agravado em coautoria, segundo a acusação consultada pela agência Lusa, que refere cerca de seis toneladas de cocaína de valor superior a 200 milhões de euros.
A Associação Nacional dos Cuidados Continuados (ANCC) alertou hoje para o fecho de mais duas unidades na região de Lisboa e lamentou que esta área tenha ficado fora da adenda ao compromisso com o setor social para 2026.
Dois em cada três condutores envolvidos em acidentes com vítimas em 2024 apresentaram valores de álcool no sangue considerados crime, revela um estudo da Autoridade Nacional da Segurança Rodoviária, que alerta para este problema “particularmente grave em Portugal”.
O presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Luís Duarte Costa, demitiu-se no final de fevereiro do cargo de diretor do Serviço de Urgência Geral (SUG) da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, revelou hoje o médico à Lusa.
O casal suspeito de ter negligenciado a prestação de cuidados de saúde, alimentação e higiene a uma mulher de 98 anos foi hoje condenado pelo Tribunal de Setúbal a 22 e 20 anos de prisão.