CHEGA alerta que JMJ não pode servir para imigrantes ilegais entrarem em Portugal

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O Presidente do CHEGA, André Ventura, visitou esta semana a sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Lisboa, tendo sido recebido pelo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar. Após a visita, durante a qual conversou com o bispo e com os jovens voluntários que se encontravam no local, André Ventura falou ao Folha Nacional, alertando para o facto de haver “dezenas de milhares de inscrições na Jornada Mundial da Juventude de pessoas oriundas de zonas onde não predomina a religião católica”. “Têm chegado à posse do CHEGA elementos que confirmam a inscrição na Jornada Mundial da Juventude de várias dezenas de milhares de pessoas que são oriundas de países onde não é a religião católica a religião predominante”, começou por dizer o líder do terceiro maior partido.

Nesta senda, André Ventura acrescentou que as inscrições em causa dizem respeito a cidadãos oriundos de países como o “Paquistão, o Afeganistão, entre outro “Isto coloca em causa não só a segurança do nosso país, como
de toda a Europa”, frisou o deputado eleito pela primeira vez em 2019, considerando que a “Jornada Mundial da Juventude não pode servir para permitir a entrada a imigrantes ilegais em Portugal que, após o evento, ou ficam cá ou circularão livremente pela Europa”. “No meio destes milhares de inscrições pode haver pessoas que querem entrar na Europa para outros fins que não a participação na JMJ. É um enorme perigo e parece que ninguém está preocupado com esta situação, só o CHEGA”, disse, lamentando ter de  “passar pelo mau da fita”, mas a “segurança de Portugal e da Europa a isso me obriga”. Ainda assim, Ventura sublinha a sua “total confiança nos serviços de  segurança e nos serviços de informação do Estado” que, acredita, “estão atentos a estas movimentações de entrada de pessoas no nosso país”.
Em declarações aos jornalistas que acompanharam a sua visita à sede da JMJ, o presidente do CHEGA acusou o Governo de falhar no planeamento da Jornada Mundial da Juventude, que se realiza dentro de menos de um mês, e considerou que o plano de mobilidade já devia ter sido apresentado. “A Igreja, as forças de segurança, os autarcas estão a fazer a sua parte do trabalho, mas acho que o Governo tem falhado em planeamento, antecipação e previsibilidade”, defendeu, considerando que o plano de mobilidade já devia ter sido apresentado. Recebido pelo presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, André Ventura agradeceu o trabalho dos voluntários e o “esforço enorme” que têm feito e manifestou a expetativa de que vá correr tudo bem.
Questionado sobre o anúncio de que o memorial de homenagem às vítimas de abuso sexual na Igreja Católica em Portugal não vai ser apresentado na JMJ, contrariamente ao anunciado, pois “ainda está em estudo”,
Ventura afirmou que, segundo as informações de que dispõe, trata-se “de uma questão logística” que se prende com “o memorial não estar pronto naquela data”, mas “vai existir”. “Com tudo o que aconteceu este ano, era um sinal importante e era um sinal que a Igreja queria dar, mas estou convencido que não sendo naquele dia será uns dias depois. O importante é que o memorial seja feito”, defendeu, apontando que “a questão dos abusos sexuais, quer na igreja, quer fora dela, […] são um flagelo que tem de acabar”.

André Ventura aproveitou também para felicitar D. Américo Aguiar pela nomeação como cardeal pelo Papa Francisco, considerando ser “um orgulho”.
O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 indicou que foi endereçado um convite a “todos os partidos” para visitarem a sede para “agradecer aquilo que tem sido o empenho, a atenção e a disponibilidade no acompanhamento da jornada e também pedir que possam continuar a acompanhar e a ajudar”.

*com agência Lusa

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