Primeiro-ministro do Canadá anuncia profunda remodelação governamental

©facebook/JustinPJTrudeau

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou hoje uma profunda remodelação governamental, enquanto prepara a sua nova equipa para as próximas eleições gerais

Trudeau afastou sete ministros e mudou dois terços das pastas governativas. Defesa, Justiça, Segurança Interna, Saúde, Património, Pesca e Aquisições estão entre as áreas com novos ministros. Apenas sete ministros mantêm as suas pastas.

Vários ministros foram afastados após terem dito que não estariam disponíveis para concorrer às próximas eleições, que devem ocorrer até outubro de 2025, segundo referiu a agência noticiosa Associated Press (AP).

As mais recentes sondagens indicam que o Partido Liberal, de Trudeau, ficará atrás dos rivais conservadores.

O legado político de Trudeau fica marcado, entre outros aspetos, pela adoção de uma legislação para uma imigração mais aberta, no momento em que os “vizinhos” Estados Unidos da América (EUA) e outros países das Américas fecharam mais as fronteiras.

O atual Governo canadiano deixa ainda a herança de ter legalizado a ‘cannabis’ em todo o país, ter introduzido um imposto sobre o carbono para combater as mudanças climáticas e ter criado um sistema de creches acessíveis.

O executivo de Justin Trudeau preservou também um acordo de livre comércio com os EUA e com o México, apesar das resistências do ex-Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou cancelar o tratado.

A vice-primeira-ministra e ministra das Finanças, Chrystia Freeland, vai permanecer nos dois cargos.

Anita Anand – que liderou a resposta do Canadá à invasão russa da Ucrânia — vai deixar a pasta da Defesa para se tornar presidente do Conselho do Tesouro, sendo substituída pelo ex-chefe da Polícia de Toronto, Bill Blair.

O ministro de Assuntos Intergovernamentais, Dominic LeBlanc, vai acumular com a pasta da Segurança Interna, o ex-ministro da Imigração, Sean Fraser, vai para a pasta da Habitação e Marc Miller fica com a Imigração.

O recém-chegado ao Governo Arif Virani ficará com a Justiça, substituindo o ministro cessante David Lametti.

Mark Holland, que era o líder do governo na Câmara dos Comuns do Canadá, torna-se ministro da Saúde.

Trudeau lidera um Governo minoritário estável apoiado pelo partido da oposição Nova Democracia, parceria política que garante uma maioria parlamentar.

Últimas de Política Internacional

Depois de a Inspeção-Geral de Finanças identificar 12,25 milhões de euros em pagamentos “indevidos”, partido quer escrutinar remunerações, autorizações e mecanismos de controlo da estação pública.
Num comunicado divulgado no final dessa reunião, o Conselho da UE refere que os ministros trocaram "pontos de vista sobre a importância de proteger as fronteiras externas" do bloco europeu.
O CHEGA apresentou um projeto de resolução que recomenda ao Governo português que se oponha à adoção do 'European Democracy Shield', iniciativa promovida pela Comissão Europeia.
Os eurodeputados do PS e do PSD votaram esta quinta-feira contra a rejeição do polémico 'Chat Control', permitindo que a proposta europeia continue o seu percurso legislativo. Em sentido contrário, os eurodeputados do CHEGA, integrados no grupo Patriots for Europe, votaram pela rejeição do diploma, defendendo que a medida representa uma ameaça à privacidade dos cidadãos.
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou hoje que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno” para os Estados Unidos, depois de uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
O partido liderado por André Ventura quer garantir igualdade no acesso ao voto, enquanto PS e PSD mantêm silêncio sobre uma reivindicação antiga da diáspora.
O presidente do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o ataque de Israel e Estados Unidos contra o Irão "inquieta e gera incerteza", mas admitiu que, "começada a guerra, é fundamental alcançar os objetivos".
Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.