Sindicato da PSP mantém ações de luta após reunião inconclusiva com ministro

© Facebook\ aspppsp

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) decidiu hoje manter as formas de luta agendadas para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre em Lisboa na próxima semana, após uma reunião inconclusiva com o ministro da Administração Interna.

Em declarações à agência Lusa no final do encontro, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos, explicou que a reunião foi a pedido do sindicato e se destinou a fornecer ao ministro José Luís Carneiro informações sobre os reais problemas da polícia que o governante “parece não ver”.

“Muitas vezes o que chega ao ministro não é a realidade do que está a acontecer na PSP e o senhor ministro parece não ter resposta para resolver os problemas estruturais que afetam a polícia”, afirmou Paulo Santos, após a reunião em que esteve também presente a secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto.

O dirigente sindical referiu à Lusa que é necessário a tutela “olhar para a PSP” e resolver as questões da “dignificação salarial e da atratividade para a instituição”, para evitar o que está a acontecer, que é a saída de operacionais e a pouca entrada de novos elementos.

Paulo Santos afirmou que o ministro acha que consegue resolver os problemas que afetam a PSP “com medidas de assistência social e outras que não são as necessárias nem as indicadas”.

A ASPP/PSP iniciou hoje, em Faro, várias ações de protesto para demonstrar a “insatisfação pelas políticas que não têm respondido aos problemas graves que afetam a PSP e a segurança interna”.

Os protestos vão prolongar-se até segunda-feira e vão decorrer em várias zonas do país, tendo-se realizado hoje uma concentração de polícias em frente ao Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Faro.

Segundo a ASPP, as principais reivindicações dos polícias são os baixos salários, pré-aposentação, falta de atratividade da profissão e o subsistema de saúde.

As várias ações de luta de contestação “às políticas deste (des)governo” vão acontecer na sexta-feira em frente ao Comando Metropolitano da PSP do Porto, no sábado com um concentração no jardim Almoinha Grande, em Leiria, e termina na segunda-feira junto ao Comando Metropolitano de Lisboa.

Últimas do País

Uma fuga à polícia que terá durado cerca de 20 minutos terminou com a detenção de Daniel Soares, antigo adjunto do ex-ministro Duarte Cordeiro (PS), após alegadas manobras perigosas, desobediência e agressão a um agente da PSP.
A Polícia Judiciária realizou buscas no Hospital de Santa Maria após suspeitas de um esquema de pagamentos ilegais envolvendo funcionários da casa mortuária e agências funerárias.
Seis distritos de Portugal continental vão estar na sexta-feira e no sábado sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Câmara da Marinha Grande comunicou à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro prejuízos de 143 milhões de euros devido ao mau tempo, depois de um levantamento preliminar indicar 118 milhões.
Os pedidos de vistos enviados por correio depois da próxima terça-feira por brasileiros que pretendam entrar em Portugal serão devolvidos, porque o pedido terá de ser feito presencialmente num centro de vistos ou representações diplomáticas, segundo o Portal Diplomático.
Num mundo cada vez mais instável, em que a segurança e a defesa voltaram ao centro do debate europeu, o contacto dos jovens portugueses com as Forças Armadas pode deixar de se resumir a apenas um dia.
O Tribunal de Aveiro voltou hoje a condenar um casal que alugou um quarto onde morreram duas pessoas e outra ficou gravemente ferida, por inalação de gases tóxicos, mas agora com penas de prisão efetivas.
O Município de Torres Vedras vai efetuar sondagens geotécnicas para definir as obras a fazer na encosta do castelo, na sequência do aluimento de terras e de várias famílias terem ficado desalojadas devido ao mau tempo.
Uma agência bancária de Santa Maria de Lamas, no concelho de Santa Maria da Feira, foi hoje evacuada devido a uma ameaça de bomba, o que resultou também em cortes de estrada, disse fonte local e a instituição financeira envolvida.
A empresa gerida pela mulher de António José Seguro faturou 27,5 milhões de euros em cinco anos, mas os trabalhadores perderam cerca de 17% do rendimento real por hora.