Serviço de Saúde da Madeira retoma atividade “normal” na terça-feira após ciberataque

© D.R.

O Serviço de Saúde da Madeira (Sesaram) indicou hoje que todas as unidades, hospitais e centros de saúde vão funcionar de forma “normal” na terça-feira, vincando manter o empenho em “minimizar o impacto negativo” do ciberataque ocorrido no domingo.

“No caso do Hospital Dr. Nélio Mendonça e Hospital dos Marmeleiros [no Funchal] será retomada toda a atividade clínica programada não urgente, relacionada com as consultas externas”, referiu a instituição em comunicado, adiantando que a “única exceção será a realização das análises e exames não urgentes”.

Nestas unidades, a atividade cirúrgica terá “algumas restrições” e só serão realizados todos os atos cirúrgicos urgentes e seguros.

“Os centros de saúde estarão a funcionar normalmente, com exceção da realização de análises e realização de alguns exames e vacinação”, informou o Sesaram.

De acordo com o Serviço de Saúde da Madeira, as comunicações telefónicas, que tinham sido afetadas pelo ataque informático, foram restabelecidas às 14:05 de hoje no Hospital Dr. Nélio Mendonça e no Hospital Dr. João de Almada, pelo que os utentes podem recorrer aos números normais de contacto.

O Serviço de Sangue e Medicina Transfusional tem, no entanto, um contacto preferencial para ser usado pelos dadores, em caso de dificuldade, pelo número geral 926087218.

“Apelamos aos utentes que tenham que se deslocar às unidades de saúde, por diferentes motivos, se façam acompanhar de toda a informação clínica que disponham na sua posse, nomeadamente relatórios de exames, análises clínicas e medicação”, adverte o Sesaram.

A instituição realça que, devido ao ciberataque, decidiu reativar o Processo Clínico Único em papel e criou uma “rede paralela”, ao nível informático, para assegurar o funcionamento dos sistemas internos.

No comunicado, o conselho de administração do Serviço de Saúde da Madeira realça manter o empenho em “minimizar o impacto negativo” do ataque informático e agradece aos utentes e profissionais a adaptação e reajustamento à situação provisória.

O tempo de recuperação do ciberataque ao Serviço de Saúde da Madeira, sinalizado às 08:11 de domingo e que provocou uma “disfunção na rede informática”, será, no entanto, “prolongado”, conforme indicou hoje o Serviço Cibersegurança do Governo Regional, apelando aos utentes para tomarem “cuidados redobrados” no acesso à informação.

“Prevê-se que o tempo de recuperação seja prolongado. Não conseguimos, nesta fase, dar um prazo expectável, mas não é algo que se resolva num dia”, disse Nuno Perry, responsável pelo Serviço de Cibersegurança do executivo madeirense, em conferência de imprensa no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

O responsável adiantou que “não foi pedido nenhum resgate”, embora haja uma reivindicação da autoria do ataque.

“Há uma reivindicação do ataque, mas cabe agora aos órgãos de investigação criminal aferir da veracidade dessa alegação, porque muitas vezes temos situações que não são claras nesse domínio”, afirmou Nuno Perry.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura marcou presença nas comemorações do 52.º aniversário do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na Madeira, e defendeu que homenagear os militares “exige mais do que discursos e cerimónias”. CHEGA defende investimento na Defesa, valorização das carreiras e melhores pensões para antigos combatentes.
Ana Catarina Mendes e Edite Estrela estão entre as figuras que terão recorrido ao então secretário de Estado da Saúde para pedir informações ou ajuda relacionada com doentes. Rita Ferro Rodrigues também contactou Lacerda Sales.
Entrar de carro em Lisboa e no Porto pode vir a ter um novo custo. O Governo admite repensar o atual modelo de financiamento das estradas, enquanto um estudo apresentado pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) coloca em cima da mesa novas formas de cobrança aos automobilistas, incluindo taxas de congestionamento nos acessos às grandes áreas metropolitanas. O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, defendeu que é necessário encontrar alternativas para financiar a rede rodoviária e recuperar o princípio do "utilizador-pagador".
O impacto de uma morte pode prolongar-se muito para além do funeral, afetando a saúde, as famílias, o trabalho, a produtividade e até as contas públicas. Portugal regista mais de 120 mil óbitos por ano, mas continua sem medir o verdadeiro custo económico e social do luto.
Ministério Público acusa dez pessoas, incluindo seis funcionários da empresa municipal e três dirigentes. Em causa está um alegado esquema para favorecer um empresário e duas sociedades, através da manipulação de procedimentos de contratação pública e da posterior regularização de trabalhos que já tinham sido executados.
O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Santos, acusou hoje o Governo de propaganda, na sequência do anúncio de que 700 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) vão para a pré-aposentação.
Tratores e outros veículos conduzidos por agricultores percorrem hoje de manhã em marcha lenta a Estrada Nacional 260 (EN260) junto a Serpa, no distrito de Beja, num protesto contra o aumento dos custos de produção no setor.
Menor terá feito vários disparos com projéteis de plástico a partir da varanda de uma residência nas Caldas da Rainha. Réplica foi apreendida pela PSP, que alerta: "Não deve ser tratada como um brinquedo."
PSP registou mais de 54 mil crimes contra pessoas idosas nos últimos três anos, com milhares de casos de furtos, burlas e violência doméstica. Só durante o verão, 294 idosos foram encontrados em situação de risco.
Trinta pessoas morreram em cinco meses da época balnear, divulgou hoje a Autoridade Marítima Nacional (AMN) num balanço que assinala ainda 1.418 salvamentos e 2.609 ações de primeiros-socorros.