Autoeuropa inicia hoje paragem de produção que já provocou despedimentos

A fábrica de automóveis da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, inicia hoje uma paragem de produção de nove semanas que já provocou o despedimento de centenas de trabalhadores precários.

© D.R.

A fábrica de automóveis da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, inicia hoje uma paragem de produção de nove semanas que já provocou o despedimento de centenas de trabalhadores precários.

Além dos 100 trabalhadores precários dispensados pela fábrica de automóveis do grupo alemão Volkswagen, há várias empresas do parque industrial que também já anunciaram a intenção de dispensar dezenas de trabalhadores temporários ou com contratos a termo.

Segundo a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do parque industrial, até à passada sexta-feira a Autoeuropa e as empresas fornecedoras já tinham confirmado o despedimento de 291 trabalhadores precários.

O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul) garantiu, no entanto, que já tinha conhecimento de um total de 560 despedimentos.

A paragem de produção na fábrica de automóveis da Autoeuropa, em Palmela, no distrito de Setúbal, de 11 de setembro a 12 de novembro, deve-se às dificuldades de um fornecedor da Eslovénia, que foi severamente afetado pelas cheias que ocorreram no início do mês de agosto naquele país.

A Autoeuropa, que decidiu recorrer ao `lay-off´ durante a paragem de produção, vai assegurar o pagamento de 95% dos salários aos seus trabalhadores, mas há diversas empresas do parque industrial que se preparam para aplicar cortes salariais de 5%, 10% e 33%.

Últimas do País

A GNR deteve uma mulher de 77 anos no concelho de Pinhel por incêndio florestal originado numa queima de vegetação que se descontrolou e consumiu 0,2 hectares de pasto e mato.
Uma operação de fiscalização terminou com a apreensão de 35 armadilhas de pesca que não cumpriam as exigências legais. A Polícia Marítima detetou ainda uma embarcação de recreio em presumível infração.
A CP - Comboios de Portugal alerta para a ocorrência de perturbações na circulação dos comboios entre quinta-feira e sábado devido à greve dos revisores e dos trabalhadores de bilheteiras. A greve, convocada pelo sindicato SFRCI, pode afetar serviços como Alfa Pendular, Intercidades e Regional.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deixou uma mensagem sobre o papel das forças de segurança durante manifestações, sublinhando a importância do diálogo e do respeito pelo direito à reunião e à manifestação.
Uma megaoperação da Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa transnacional suspeita de lesar o Estado português em mais de 150 milhões de euros. O esquema envolvia empresas de fachada em vários países europeus, incluindo estabelecimentos em Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira e Torres Novas. Foram detidos 39 suspeitos, portugueses e estrangeiros.
Uma mulher foi atacada com uma arma branca numa paragem de autocarro, em plena Avenida Fernão de Magalhães, em Coimbra. A agressora, de 40 anos, foi intercetada por familiares da vítima e entregue à PSP. Desentendimentos pessoais poderão estar na origem do ataque.
O presidente do CHEGA questionou a ausência de uma posição pública do primeiro-ministro perante os confrontos nas manifestações pela habitação. No debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, André Ventura responsabilizou ainda PS e PSD pelo agravamento da crise habitacional.
Um dos arguidos de um processo de tráfico de droga admitiu, esta terça-feira, no Tribunal de Beja, ter transportado quase 800 quilos de haxixe a bordo de um veleiro. A confissão levou o seu advogado a renunciar à defesa e obrigou a uma nova suspensão do julgamento.
Portugal foi o quinto país da União Europeia com a maior taxa de mortalidade rodoviária em 2025, com 51 mortes por milhão de habitantes, apesar de se registar uma diminuição de 6% face ao ano anterior.
O presidente do CHEGA criticou a falta de uma posição clara do Presidente da República sobre os confrontos na manifestação pela habitação. André Ventura acusa António José Seguro de não defender a atuação da polícia.