Descoberta de vestígios arqueológicos atrasa obra do ‘metrobus’ no Porto

A descoberta de vestígios arqueológicos na Avenida Marechal Gomes da Costa, no Porto, vai atrasar a obra da linha de 'metrobus', estimando hoje a Metro do Porto condicionamentos de trânsito naquela artéria até outubro.

© Facebook/MetroPorto

Numa carta enviada hoje aos moradores, a empresa Metro do Porto, responsável pela obra, refere que, no âmbito dos trabalhos que decorrem entre a Avenida Marechal Gomes da Costa e a Praça do Império, “foram encontrados vestígios arqueológicos — nomeadamente um conjunto de fossas, situadas precisamente sob o canal ‘metrobus’ – que vão obrigar à realização de sondagens exploratórias mais profundas”.

Estas escavações arqueológicas, obrigatórias por lei, “visam avaliar o eventual valor histórico deste património e, em termos práticos, impedem o desenvolvimento da obra de acordo com o planeamento que estava definido”, explica a empresa, estimando que as sondagens se prolonguem por três semanas.

Assim, enquanto decorrerem as escavações arqueológicas, o condicionamento do trânsito na Avenida Marechal Gomes da Gosta manter-se-á entre a zona de Cristo Rei e a Praça do Império, numa extensão de cerca de 700 metros.

“Vão continuar ocupadas as faixas da esquerda de ambos os lados, circulando-se em cada sentido apenas pela via da direita. Após a conclusão daquelas escavações, esta fase da obra será retomada e concluída. Em concreto, finalizando a instalação da nova rede de semaforização e colocando um novo pavimento”, descreve a Metro.

O corte das faixas da esquerda da Avenida Marechal Gomes da Costa, que teve início em 16 de agosto, estava previsto por um mês.

Aquando do arranque da empreitada naquele troço da futura linha de ‘metrobus’, a empresa salientava que os condicionamentos de trânsito decorreriam “numa altura de férias escolares, sendo por isso o impacto menor”.

Na carta, datada de hoje, a Metro do Porto lamenta os “incómodos que o alargamento do prazo da obra possam causar”.

O novo serviço da Metro do Porto ligará a Casa da Música à Praça do Império (em 12 minutos) e à Anémona (em 17) em junho de 2024, com recurso a autocarros a hidrogénio, circulando em via dedicada na Avenida da Boavista e em convivência com os automóveis na Avenida Marechal Gomes da Costa.

O investimento no ‘metrobus’ é totalmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e chega aos 66 milhões de euros, valores sem IVA, e as obras arrancaram no final de janeiro.

Estão previstas as estações Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império, no primeiro serviço, e na secção até Matosinhos adicionam-se Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde, Castelo do Queijo e Praça Cidade do Salvador (Anémona).

Últimas do País

A PSP deteve mais de 1.000 pessoas, cerca de metade por crimes rodoviários, e apreendeu 40.402 artigos de pirotecnia durante a operação Carnaval em Segurança 2026, anunciou a polícia.
Viseu tem prejuízos superiores a 2,5 milhões de euros (ME) na sequência do mau tempo e o presidente da Câmara disse hoje que quer integrar a lista de municípios em calamidade para ter apoio do Governo.
Um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter com epicentro em Alenquer, no distrito de Lisboa, foi registado ao início da tarde hoje pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Os agricultores do Alentejo declararam 75,8 milhões de euros de prejuízos provocados pelo mau tempo, desde 29 de janeiro e até hoje, revelou à agência Lusa fonte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional (CCDR).
A GNR, com a cooperação da Guardia Civil espanhola, desmantelou na quarta-feira uma rede organizada de tráfico de droga com ramificações internacionais e deteve 20 pessoas nos concelhos de Mafra, Sintra, no distrito de Lisboa, e em Setúbal.
A reciclagem de equipamentos elétricos atingiu um valor recorde em 2025, com mais de 45.000 toneladas recolhidas, um aumento de 26% face ao ano anterior, anunciou hoje a Rede Eletrão.
A Câmara de Ourém contabiliza mais de 10 mil casas sem telhas e prejuízos em equipamentos municipais que podem chegar aos 35 milhões de euros na sequência do mau tempo, disse hoje o presidente da autarquia.
Cerca de 6.500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, que passou pelo continente em 28 de janeiro, continuavam pelas 07:00 de hoje sem energia elétrica, informou a empresa.
A associação ambientalista Zero disse hoje que, sem execução visível do Contrato Climático 2030, Lisboa deverá falhar a neutralidade daqui a quatro anos, considerando que as medidas do documento em consulta pública são "claramente insuficientes".
A despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a área da Medicina Física e Reabilitação chegou aos 179,6 milhões de euros em 2024, um aumento de 59,2% relativamente a 2021, segundo a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).