Morte de bebé leva ERS a advertir para operacionalidade de VMER do hospital de Portalegre

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) instruiu o hospital de Portalegre a assegurar “em permanência” a operacionalidade da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), na sequência da morte de um bebé, em janeiro 2022.

© D.R.

A deliberação do conselho de Administração da ERS, datada de 13 de abril, mas só hoje divulgada, exige que seja também garantido o direito de acesso dos utentes aos cuidados de saúde “com prontidão e no tempo considerado clinicamente aceitável”.

O parecer indica ainda que, entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2022, a VMER adstrita ao hospital de Portalegre esteve inoperacional “num total de 722 horas e 30 minutos”, 60 [horas] das quais “só durante o mês de janeiro de 2022”.

No dia 28 de janeiro de 2022, o Ministério Publico (MP) revelou que tinha instaurado um inquérito para apurar as causas da morte de um bebé de oito dias, no hospital de Portalegre, por alegada falta de socorro médico.

A revista Sábado noticiou na altura a morte de um bebé de oito dias, no dia 27 de janeiro, no hospital de Portalegre, “por falta de socorro médico”.

Segundo a revista, “o socorro foi pedido pelo pai da criança e os bombeiros foram acionados às 09:33”, depois de o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) ter dito que a VMER “do hospital de Portalegre não estava operacional”.

A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) revelou também na altura ter instaurado um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” em que o bebé morreu.

Em declarações prestadas aos jornalistas, a diretora clínica da ULSNA, Vera Escoto, revelou que a VMER do hospital de Portalegre esteve cerca de sete horas inoperacional por falta de médico, na quinta-feira.

De acordo com Vera Escoto, aquela unidade hospitalar “fez todos os esforços” naquele dia para colocar a VMER operacional, relembrando ainda que se estava a passar por um período pandémico, tendo os médicos “várias solicitações”.

“Houve um período, entre 09:00 e as 15:40, em que não houve médico, embora se tivessem feito todos os esforços para colmatar essa situação”, indicou.

Em relação à audiência de interessados, a ERS revela ainda no parecer que a deliberação foi precedida de audiência escrita dos interessados, tendo para o efeito sido chamados a pronunciarem-se a ULSNA e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

“Todavia, decorrido o prazo legal concedido para o efeito, a ERS não rececionou qualquer pronúncia escrita dos interessados”, lê-se no documento.

Últimas do País

O Sindicato Independente do Corpo da Guarda Prisional (SICGP) alertou hoje o parlamento para uma “nova tipologia de reclusos” nas prisões, relacionada com grupos organizados de tráfico de droga, que pode vir a colocar problemas de segurança.
A operação 'Torre de Controlo II', que investiga suspeitas de corrupção em concursos públicos para combate aos incêndios, envolvendo o cunhado do ministro Leitão Amaro, resultou hoje em quatro arguidos, três pessoas e uma empresa, adiantou o Ministério Público.
A Câmara Municipal de Vila Franca de Xira liderada pelos socialistas aprovou, na última reunião do executivo, o novo regulamento que prevê a introdução do estacionamento pago nas cidades da Póvoa de Santa Iria e de Alverca do Ribatejo.
A mulher que tentou matar o marido em Matosinhos, distrito do Porto, desferindo 12 facadas, vai mesmo cumprir a pena de cinco anos e meio de prisão, depois de perder o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente do CHEGA afirma que forças de segurança vivem sem dignidade, com salários baixos, medo de agir e falta de apoio do Estado.
O CHEGA exigiu hoje esclarecimentos ao Governo sobre falhas de segurança nos tribunais da Comarca de Portalegre, após a "gravidade dos factos" que ocorreram no Tribunal de Ponte de Sor com a fuga de arguido detido.
Os aeroportos nacionais movimentaram 14,497 milhões de passageiros no primeiro trimestre, uma subida de homóloga de 3,9%, impulsionada pelos máximos mensais históricos atingidos nos primeiros três meses do ano, anunciou hoje o INE.
A Polícia Judiciária está a realizar hoje novas buscas por suspeitas de corrupção relacionadas com os concursos públicos para o combate aos incêndios rurais, que incluem Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro António Leitão Amaro.
A conclusão resulta de um estudo divulgado hoje pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), que analisou os ganhos económicos associados ao prosseguimento dos estudos no ensino superior.
Três meses após restrições à venda de bebidas alcoólicas para fora dos estabelecimentos em Lisboa, os moradores consideram a medida “tímida” e querem proibir o consumo na rua, enquanto os comerciantes mantêm reservas à responsabilidade que lhes é imputada.