Bolsas europeias em baixa, depois de Fed ter mantido taxas de juro

As principais bolsas europeias estavam hoje em baixa, depois da Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) ter suspendido na quarta-feira a subida das taxas de juro, mas advertido que poderá haver mais aumentos em 2023.

© D.R

Às 08h55 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,57%, para 458,05 pontos.

As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt baixavam 0,37%, 0,89% e 0,62%, bem como as de Madrid e Milão, que se desvalorizavam 0,52% e 0,73%, respetivamente.

Depois de abrir em baixa, a Bolsa de Lisboa mantinha a tendência, estando às 08h55 o principal índice, o PSI, a cair 0,56%, para 6.153,31 pontos.

O mercado reagiu com quedas às decisões tomadas na quarta-feira à tarde pela Fed e às declarações do presidente da instituição, Jerome Powell.

O organismo decidiu fazer uma pausa na subida das taxas de juro e mantê-las no intervalo atual entre 5,25% e 5,5%, mas deixou a porta aberta a novos aumentos nos próximos meses.

Além disso, salientam os especialistas, a Fed reduziu as expectativas de cortes nas taxas em 2024, o que significa que estas permanecerão elevadas durante mais tempo do que o previsto.

Depois da Fed, será hoje a vez do Banco de Inglaterra, que, de acordo com o consenso do mercado, poderá anunciar mais uma subida das taxas de 25 pontos base.

O Banco da Suíça, Suécia e Noruega também anunciarão as suas decisões de política monetária, que, de acordo com os analistas da Renta4, poderão igualmente aumentar as taxas em 25 pontos base.

Vários membros do Banco Central Europeu (BCE) também se apresentarão, incluindo a sua presidente, Christine Lagarde.

Neste contexto, espera-se que os juros das obrigações soberanas subam

No mercado da dívida, os juros das obrigações soberanas voltaram a subir, com a obrigação alemã a dez anos a avançar para 2,741% e a portuguesa para 3,447%.

O Brent, o petróleo de referência na Europa, voltou a cair, designadamente 0,95% para 92,64 dólares.

Na quarta-feira, Wall Street fechou em baixa, com o Dow Jones a descer 0,22%, para 34.440,88 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.799,65 pontos, registado em 04 de janeiro de 2022.

O Nasdaq terminou a recuar 1,53%, para 13.469,13 pontos, contra o atual máximo, de 16.057,44 pontos, verificado em 16 de novembro de 2021.

A nível cambial, o euro abriu a desvalorizar-se no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,0646 dólares, contra 1,0735 dólares na quarta-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em novembro abriu a descer no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 92,44 dólares, contra 93,53 dólares na sessão anterior.

Últimas de Economia

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode contratar até 1.111 médicos aposentados em 2026, mais 41 do que em 2025, incluindo novos contratos e renovações, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.
Empresários passam a partir de hoje a ter acesso a documentos como o Cartão da Empresa e situação contributiva na Carteira Digital da Empresa que funcionará através de uma extensão da aplicação gov.pt
O euro está hoje a ser negociado acima da barreira dos 1,18 dólares, mais de 0,80%, um nível que não alcançou desde setembro passado, quando chegou a superar 1,19 dólares.
A construção da barragem de Girabolhos, no concelho de Seia, e a manutenção da obra hidráulica do Mondego, a jusante de Coimbra, são duas das condições essenciais para evitar cheias na bacia hidrográfica, defenderem agricultores e dirigentes associativos.
O regulador dos seguros acumulou 44 milhões de euros em excedentes de tesouraria, após 2023, por cobrar receitas “desnecessárias aos fins da sua missão”, que têm sido usadas para “financiar o Estado”, conclui o Tribunal de Contas.
A Comissão Europeia aprovou hoje o oitavo pedido de pagamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no valor de 1,1 mil milhões de euros.
A ANA – Aeroportos de Portugal vai recorrer da multa que lhe foi aplicada pelo incumprimento do plano de ação do ruído do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, defendendo ter cumprido integralmente as obrigações previstas.
O Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) vai passar a fiscalizar elevadores, funiculares e comboios turísticos, podendo intervir em caso de “risco de segurança grave”, decidiu hoje o Governo, preenchendo o “vazio legal” existente neste âmbito.
O Governo mandatou a CP - Comboios de Portugal para apresentar num prazo de 90 dias "uma proposta com os modelos concretos de subconcessões" a privados para os troços de Cascais, Sintra/Azambuja, Sado e Porto, anunciou o ministro das Infraestruturas.
O Porto de Aveiro encerrou o ano de 2025 com o seu melhor desempenho de sempre ao atingir mais de 5,8 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, revelou hoje a administração portuária.