Liga dos Bombeiros apresenta queixa-crime contra presidente da agência de gestão dos fogos

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) apresentou hoje uma queixa-crime contra o presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), Tiago Oliveira, por alegadas ofensas aos bombeiros.

© DR

O presidente da LBP, António Nunes, avançou à Lusa que a queixa-crime deu entrada no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa e refere-se “a ofensas proferidas por Tiago Oliveira contra os bombeiros, insinuando que estes recebem do Estado em função da área ardida”.

Em causa estão as declarações no parlamento, em julho, do presidente da AGIF, tendo Tiago Oliveira questionado o facto de os “corpos de bombeiros receberem em função da área ardida”, o que considerou um “objetivo perverso”.

Na ocasião, Tiago Oliveira afirmou ainda que “há municípios a gastar meio milhão de euros, uma barbaridade de dinheiro nos bombeiros, quando não gastam dinheiro a gerir a floresta”, sendo necessário equilibrar a prevenção e o combate.

Perante estas declarações, a LBP exigiu um pedido de desculpas e a demissão de Tiago Oliveira.

O presidente da LBP afirmou que o presidente da AGIF devia ter pedido desculpas aos bombeiros, mas isso não aconteceu.

“A razão da queixa é porque até agora nunca apresentou desculpas aos bombeiros”, disse, sublinhando que a LBP deu “espaço de tempo” a Tiago Oliveira para que tal sucedesse.

A LBP vai ser hoje à tarde ter uma reunião na Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República, encontro que foi pedido pela Liga na sequência das declarações de Tiago de Oliveira na mesma comissão.

Últimas do País

O partido liderado por André Ventura apresentou uma proposta para o Orçamento do Estado para 2027 que pretende dar prioridade no acesso às creches aos filhos de cidadãos portugueses que exerçam uma atividade profissional.
A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).