JMJ: Realidade ficou “bastante aquém” das perspetivas de ocupação dos hoteleiros

A taxa de ocupação na hotelaria em Lisboa durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi de 77%, “bastante aquém” dos 91% estimados em junho, segundo um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), hoje divulgado.

©Facebook\JMJ

 

“A taxa de ocupação ficou bastante aquém das perspetivas”, afirmou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, na apresentação à imprensa do Inquérito “Jornada Mundial da Juventude 2023 – Impacto na Hotelaria”, que decorreu ‘online’.

Segundo o inquérito, que decorreu entre 04 e 18 de setembro e contou com respostas de 152 estabelecimentos hoteleiros e de alojamento local associados da Área Metropolitana de Lisboa (AML), a taxa de ocupação na semana da JMJ foi de 77% em Lisboa e de 85% na AML.

No início de junho, também segundo um inquérito da AHP, e bem antes do evento que se realizou entre 31 de julho e 06 de agosto, os hoteleiros da AML estimavam estimam que a taxa de ocupação pudesse chegar aos 89%, enquanto dentro da cidade de Lisboa a expectativa era de que aquela taxa alcançasse os 91% durante a semana da JMJ.

Últimas de Economia

As empresas comunicaram 479 despedimentos coletivos até setembro, uma subida de quase 16% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.